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Após demissão de Weintraub

Bolsonaro anuncia novo ministro da Educação

Após uma semana da demissão de Abraham Weintraub, o presidente escolheu o professor Carlos Alberto Decotelli da Silva, que já fazia parte do MEC, para o cargo

Publicado em 25 de Junho de 2020 às 15:27

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 jun 2020 às 15:27
Jair Bolsonaro e o professor Carlos Alberto Decotelli da Silva, novo ministro da Educação
Jair Bolsonaro e o professor Carlos Alberto Decotelli da Silva, novo ministro da Educação Crédito: Reprodução/Facebook
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou nesta quinta-feira (25), em suas redes sociais, a nomeação do professor Carlos Alberto Decotelli da Silva para o cargo de Ministro da Educação. O cargo estava sendo ocupado interinamente por Antonio Paulo Vogel de Medeiros desde a demissão de Abraham Weintraub, na última quinta-feira (18). 
Segundo a publicação de Bolsonaro, Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela UERJ, mestre pela FGV, doutor pela Universidade de Rosário, Argentina e Pós-Doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha.
Ele já teve experiência no Ministério da Educação (MEC) em 2019, é considerado um nome técnico, mas de perfil conservador. Decotelli participou da equipe de transição de Bolsonaro após a eleição presidencial, de 2018, e foi presidente do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE) no início do governo, de fevereiro de 2019 até agosto do ano passado. Depois, deu lugar a Sérgio Dias, um indicado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Decotelli tem o apoio na ala militar do governo, principalmente de almirantes. É o primeiro negro a integrar a equipe de ministros do governo.
A disputa pelo comando do MEC mobilizou as alas ideológica, militar e civil do Planalto. Decotelli acabou sendo o escolhido como uma alternativa apaziguardora e técnica para a função. O objetivo é reparar o desgaste da imagem do ministério que foi comandado até a semana passada por Weintraub.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, a informação é de que pesou a favor de Decotelli o apoio do secretário especial de Assuntos Estratégicos, almirante Flávio Rocha, hoje um dos auxiliares mais próximos de Bolsonaro. O novo ministro da Educação é militar da reserva da Marinha.

OUTROS COTADOS

Mais cedo, Bolsonaro comunicou Renato Feder, secretário de Educação do Paraná, de que ele está fora do páreo nesta quinta-feira (25). O secretário se reuniu ao menos duas vezes com o presidente e era um dos cotados para o cargo.
Um dos motivos que levaram o secretário a desidratar na bolsa de apostas foi o fato de ele ter sido um dos doadores da campanha de João Doria (PSDB-SP) ao governo de São Paulo em 2018.

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