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Anvisa manda recolher medicamentos com embalagens trocadas

Anvisa manda recolher medicamentos com embalagens trocadas

As medidas atingem seis produtos diferentes, incluindo medicamentos para problemas gastrointestinais, alergias e tumores; lotes de Imbruvica, Mounjaro e Voranigo não são reconhecidos pelas fabricantes

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 15:51

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta quarta-feira (7) o recolhimento de medicamentos com irregularidades e a apreensão de lotes falsificados de remédios. As medidas atingem seis produtos diferentes, incluindo medicamentos para problemas gastrointestinais, alergias e tumores. O lote OA3169 do medicamento Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado 40mg, da MedQuímica, indicado para o tratamento de problemas gastrointestinais, foi recolhido por ter tido a caixa trocada pela embalagem de outro medicamento, a Hidroclorotiazida 25mg, indicada para tratar pressão alta. A ação partiu da própria fabricante após notar a irregularidade. A Agência afirma que apenas o lote citado teve sua comercialização, distribuição e uso suspendido.

Situação semelhante ocorreu com o antialérgico Alektos 20mg, da Cosmed. O lote 569889 teve a embalagem trocada pela do medicamento Nesina, usado para reduzir os níveis de glicemia no sangue, e também está sendo recolhido.

Medicamentos falsificados

A Anvisa também determinou a apreensão e proibição de lotes falsificados de três medicamentos. Os lotes NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00 do Imbruvica, usado no tratamento de diversos tipos de câncer no sangue, foram proibidos de ser comercializados, distribuídos e usados. Segundo a Anvisa, a fabricante Janssen-Cilag alega não ter produzido os lotes e informa que o registro do medicamento em formato de cápsulas foi cancelado.

O lote D838878 do Mounjaro também é falsificado, segundo a Eli Lilly do Brasil, detentora do registro; o lote também deve ser apreendido e não pode ser comercializado, distribuído e usado. Já o lote FM13L62 do Voranigo, medicamento para tumores cerebrais, teve origem desconhecida pelos Laboratórios Servier. A fabricante diz que o lote falsificado é proveniente da Turquia, com rótulo em inglês, e foi identificado pela matriz, na França.

A empresa afirma que ainda não foi identificada a circulação deste lote no Brasil e que comunicou prontamente as autoridades sanitárias brasileiras sobre o caso. O lote teve a sua apreensão e proibição determinadas pela Anvisa e não pode mais ser armazenado, comercializado, distribuído, fabricado, importado, divulgado e usado.

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