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Quebra de silêncio

Alcolumbre diz não tolerar ataque à imprensa e às instituições

Até a noite desta quarta (6), Alcolumbre tinha evitado comentar os episódios

Publicado em 07 de Maio de 2020 às 09:41

Redação de A Gazeta

Publicado em 

07 mai 2020 às 09:41
Presidente do Senado Davi Alcolumbre sinaliza acordo para manter o veto ao orçamento impositivo
Presidente do Senado Davi Alcolumbre  Crédito: Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), deu uma série de recados ao governo Jair Bolsonaro durante a sessão virtual para votar o projeto de auxílio emergencial aos Estados e municípios, no final da tarde desta quarta-feira (6). Três dias após Bolsonaro participar de novo ato em defesa da intervenção militar, e com palavras de ordem contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), Alcolumbre quebrou o silêncio e disse que não vai tolerar ataques à imprensa e às instituições. "Peço para que o governo federal nos lidere, todos os brasileiros. O governo federal lidera, o Parlamento ajuda", afirmou ele.
No último fim de semana, enquanto Bolsonaro participava das manifestações, a equipe do Estadão foi agredida por seus apoiadores. Na terça-feira (5), em entrevista à imprensa, o presidente também mandou jornalistas calarem a boca. Até a noite desta quarta (6), Alcolumbre tinha evitado comentar os episódios.
"As coisas estão muito difíceis aqui. Vocês têm acompanhado à distância o enfrentamento a todo o momento. Agressão à imprensa, que é lamentável, lamentável. A agressão à imprensa também é a agressão à liberdade de expressão. Tem a minha solidariedade, o meu apoio e o meu repúdio", disse Alcolumbre.
Em divergência com o discurso de Bolsonaro, Alcolumbre também disse que concorda com o isolamento social como medida de combate ao novo coronavírus. "A gente pede para não colapsar (o sistema de saúde), façam isolamento social para diminuir a curva. Ele (sistema) já está colapsado. Então, estamos ajudando a manter as pessoas vivas com essa manifestação, que eu concordo, que é da OMS e dos cientistas da área da saúde", disse.
Alcolumbre chegou até a citar como referência o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que também é do DEM e foi demitido. Enquanto Bolsonaro continua em rota de colisão com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Alcolumbre tem servido como intermediário das negociações do governo com o Congresso. Na segunda-feira (4), por exemplo, esteve no Palácio do Planalto junto com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM).
Nesta quarta (6), Maia conversou com os ministros da Casa Civil, Braga Netto, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. O presidente da Câmara disse ter um ótimo relacionamento com os dois e negou conversas sobre um possível encontro entre ele e Bolsonaro. 
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