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É advogada no escritório Oliveira Cardoso, Carvalho de Brito, Libardi Comarela, Zavarize e Antunes Coelho

Anitta no Conselho de Administração do Nubank: o que isso significa?

Diversificação do perfil tradicional do conselheiro é condição quase que terminante e, em alguns casos, de sobrevivência, para a compreensão das oportunidades

Publicado em 25/06/2021 às 14h00
Anitta durante reunião com os cofundadores do Nubank, David Vélez e Cristina Junqueira
Anitta durante reunião com os cofundadores do Nubank, David Vélez e Cristina Junqueira. Crédito: Nubank/ Divulgação

Na última segunda-feira (21), o Nubank anunciou que Anitta, cantora e empresária, será a terceira mulher a compor uma de suas cadeiras do Conselho de Administração.

Não é novidade que a adoção de práticas de governança corporativa é um passo essencial na trajetória de toda empresa, independentemente do porte e natureza jurídica da sociedade, por favorecer a redução de fragilidades e contribuir para a melhor gestão, adaptando-se à realidade do mercado, que a cada dia demanda um ambiente corporativo mais transparente e globalizado.

O Conselho de Administração é um dos pilares da governança de uma instituição. Ele auxilia a tomada de decisões através de um eficiente planejamento estratégico, sendo considerado a forma mais eficaz de aplicação de políticas empresariais. Além disso, possui foco na maximização do retorno dos capitais investidos pelos acionistas/sócios.

A composição por conselheiros com habilidades distintas, marcados pela diversidade cultural, etária e de gênero, é importante para garantir o compartilhamento de ideias perante o Conselho, potencializando a pluralidade de visões e de estratégias, com base nos valores e propósitos que a instituição desempenha na sociedade.

Para a obtenção de resultados positivos, o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) recomenda a participação de profissionais com qualificações diversificadas, a fim de que as discussões contem com diversos pontos de vista, inclusive nos aspectos estratégicos e comerciais, e não só financeiros e jurídicos, que também não deixam de ser valiosos para empresa, especialmente na mitigação de riscos.

A nomeação da Anitta, que não é formada em Finanças, Direito ou Tecnologia, tem como intuito a potencialização da inovação e novos direcionamentos para maior captação de clientes, tendo em vista que, além de cantora, a empresária possui visão estratégica que culminou na expansão de sua carreira global.

Certamente, a fintech não conseguiria de forma tão abrangente, apenas com sua própria narrativa, alcançar os objetivos de forma célere e eficaz sem a participação de, ao menos, um conselheiro com experiência em comportamento dos consumidores e estratégias de marketing, percebendo que olhares externos à instituição são papéis cada vez mais fundamentais nas empresas.

O presidente executivo e fundador do Nubank, David Vélez, afirmou que nenhum outro conselheiro possui a experiência da Anitta, o que ajuda ainda mais na gestão e na promoção da competitividade global, considerando, até mesmo, que a interação de forma personificada com o público está a cada dia em maior evidência.

No mundo de negócios cada vez mais global, a ampliação e diversificação do perfil tradicional do conselheiro é condição quase que terminante e, em alguns casos, de sobrevivência, para a compreensão das oportunidades exequíveis de cada ramo empresarial.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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