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Espírito Santo tem reformulado sua organização urbana para trazer mais qualidade de vida aos moradores
Espírito Santo tem reformulado sua organização urbana para trazer mais qualidade de vida aos moradores. Crédito: Fernando Madeira

ES busca inovações para se transformar num território inteligente e sustentável

Iniciativas do governo estadual, de cidades e do setor privado estão construindo um Estado com mais inovação para empresas e qualidade de vida para a população

Vitória
Publicado em 24/11/2021 às 02h00

Espírito Santo é lar de grandes empresas e tem relações comerciais com praticamente o mundo inteiro. Na indústria, transformou-se na terra do petróleo, do aço, da celulose, das rochas ornamentais, e de muitas outras riquezas.

No agronegócio, mantém-se como o maior produtor nacional de café conilon, além das plantações de arábica. Com tecnologia, conseguiu expandir o cultivo das duas espécies do grão, mas sem abrir mão de parâmetros para torná-los mais saborosos, sendo cada vez mais valorizados no mercado internacional.

Do solo capixaba, brotam também outras árvores com frutos tipo exportação, com destaque para o mamão. Sem contar as atividades que favorecem o agroturismo, como a produção de cachaças, vinhos e de alimentos típicos do Espírito Santo. Mesmo pequeno em área territorial, o Estado concentra toda essa potência e, com investimentos em inovação, avança rumo a um futuro mais próspero e com mais qualidade de vida para seus moradores.

Esse processo já começou, com iniciativas tanto do setor público quanto do privado. Neste contexto, embora as atividades das indústrias tradicionais ainda representem o maior peso na geração de riquezas, não são mais as únicas apostas para o desenvolvimento capixaba.

A revolução em curso utiliza tecnologia, práticas sustentáveis e novas formas de gestão para atrair investimentos com baixo impacto ambiental, gerar trabalho e renda e proporcionar serviços qualificados à população. De Norte a Sul, o Espírito Santo vai se transformando em um território inteligente, simplificando o jeito capixaba de viver, estudar, trabalhar, investir e consumir.

No âmbito da administração municipal, prefeituras capixabas se articulam em busca de soluções, com foco em eficiência, para antigos problemas.

Em Vitória, o cerco inteligente de segurança está dando resultado, com redução em 60% das ocorrências de furtos e roubos de veículos. Já Vila Velha vai modernizar todo o sistema de iluminação pública, que será equipado com internet e câmeras com imagem em alta definição para controle de semáforos e monitoramento da segurança.

A inovação também tem norteado o planejamento urbano de outras quatro cidades, elevando-as a um outro patamar. É o caso da Serra, na Região Metropolitana; Linhares, no Litoral Norte; Colatina, no Noroeste; e Cachoeiro de Itapemirim, no Sul.

Os seis municípios do Espírito Santo estão listados no Ranking Connected Smart Cities, estudo desenvolvido pela Urban Systems, que mapeia o estágio das cidades brasileiras em termos de desenvolvimento inteligente, sustentável e humano.

Cidade inteligente: desenvolvimento sustentável
Cidade inteligente: desenvolvimento sustentável. Crédito: Ricardo Medeiros

O que determina uma smart city, ou no português, cidade inteligente, é a sua capacidade de criar soluções para melhorar o dia a dia de seus habitantes e ainda promover o desenvolvimento social e econômico de maneira sustentável, protegendo o meio ambiente. Mas o conceito não está restrito a municípios.

O governo estadual, por exemplo, está investindo fortemente em sistemas tecnológicos de gestão de dados, disponibilizando plataformas digitais para acesso aos serviços fornecidos pelo Estado e firmando parcerias com empresas de base tecnológica para solucionar gargalos em diversas áreas.

O Espírito Santo, aliás, tem se tornado um celeiro de startups, atraindo, cada vez mais, negócios inovadores. Além disso, foi pioneiro ao criar o Fundo Soberano para financiar empresas com projetos que impulsionem o crescimento capixaba.

O papel de um estado inteligente também passa por ações governamentais integradas com municípios e iniciativa privada para fomentar a sustentabilidade, quesito no qual o Espírito Santo tem se destacado. Uma premissa do governo estadual é promover o desenvolvimento econômico alinhado a soluções ambientais, para redução da poluição e preservação dos recursos naturais.

Para isso, o Estado elaborou um plano de combate à poluição atmosférica. O compromisso assumido pelo governo capixaba, durante a 26ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP26), é cortar em 50% as emissões de carbono na atmosfera até 2030 e zerar esse número até 2050. 

Renato Casagrande

Governador do Espírito Santo

"As maiores empresas do Estado já têm a meta de eliminar as emissões até 2050. É preciso investir em eficiência energética, para produzir o mesmo gastando menos energia, e substituir fontes poluentes por renováveis"

Entre as iniciativas adotadas por empresas que atuam no Espírito Santo para minimizar danos ao meio ambiente e promover a chamada “economia verde”, estão dessalinização da água do mar para redução do consumo de água doce e desenvolvimento de novos produtos menos poluentes.

Outra frente de trabalho do governo estadual é o mapeamento do perfil de cada uma das 10 microrregiões, para identificar potenciais e desafios dos 78 municípios capixabas. Chamada de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS), a iniciativa traça caminhos para levar desenvolvimento de maneira descentralizada às cidades, com planos para todas as regiões, desde o Sul ao Norte do Espírito Santo.

O programa tem dois pilares. O primeiro é contar com a colaboração de conselhos locais para entender e conhecer as demandas, estabelecendo ações integradas para contemplar todas as cidades de uma mesma microrregião. A outra abordagem é a elaboração de um diagnóstico, em conjunto com um plano de medidas, para possibilitar a expansão de itens imprescindíveis para o bem-estar social.

O objetivo é induzir o crescimento considerando as particularidades das regiões, explorando ativos naturais, paisagísticos e ambientais; o associativismo e cooperativismo; a atuação do agronegócio de forma menos poluente e com maior produtividade; uma indústria mais tecnológica e com redução de impactos ao meio ambiente.

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