Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 14:04
Segundo informações do jornal Metrópoles, a apresentadora Eliana passou por uma cirurgia com o objetivo de reduzir o tamanho das próteses de silicone. A artista ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas, de acordo com as informações do veículo, Eliana já está recuperada. >
Com o procedimento, Eliana junta-se a um grupo crescente de pacientes que tem optado por diminuir o tamanho das próteses ou até retirá-las completamente. Mas é importante ressaltar que, em muitos casos, não basta apenas retirar a prótese ou substitui-la por um implante menor. “Quando realizamos um implante de silicone, o objetivo é aumentar o volume das mamas. Então, quando retiramos ou reduzimos o tamanho da prótese, há uma diminuição deste volume e, portanto, além da prótese, a pele também deve ser tratada. Isso porque essa pele está adaptada aquele determinado volume. Então, quando esse volume é retirado e não há retração desta pele, a região fica flácida. É como um balão que, quando esvaziado, não retorna à forma inicial”, diz a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. >
A médica explica que a abordagem do procedimento dependerá de cada caso, levando em considerações fatores como o tamanho da prótese original, a quantidade de glândula mamária e a escolha da paciente entre retirar a prótese ou trocá-la por um tamanho menor. “Se a paciente que deseja diminuir o tamanho dos seios possui uma boa quantidade de glândula mamária, a prótese pode ser retirada ou trocada por um tamanho menor, mas será necessário retirar pele também para deixar a forma bonita, então cicatrizes serão inevitáveis, por exemplo, no formato de T invertido. Esse procedimento é chamado de mastopexia”, diz a médica.>
Já se a quantidade de glândula mamária é muito pequena, ou seja, se a mama era muito pequena antes da primeira cirurgia, uma prótese menor se faz necessária para dar forma e volume à mama. “É possível retirar a prótese caso a paciente deseje, mas isso deve ser muito bem conversado com o médico para alinhar as expectativas da paciente quanto ao resultado final. Vale lembrar que, quanto maior a quantidade de pele que precisa ser retirada para dar forma à mama, mais significativas serão as cicatrizes resultantes”, diz a médica.>
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Ela conta que outra possibilidade, além do implante de uma prótese menor, é o preenchimento da mama com enxerto de gordura retirada do próprio paciente por meio de lipoaspiração. “Mas o efeito não é tão previsível quanto com a prótese e mais cirurgias podem ser necessárias para obtenção do resultado desejado”.>
Beatriz ressalta que a retirada da prótese é simples, mas a modelagem da nova mama pode ser demorada, dependendo de cada caso. “Mas lembre-se que a cirurgia de retirada ou troca de prótese é um procedimento cirúrgico como qualquer outro, logo, os cuidados pré e pós-operatórios devem ser seguidos à risca”, recomenda a cirurgiã plástica, que afirma que os cuidados para a cirurgia dependem de cada caso. “Quanto maior for a cirurgia necessária para modelar a mama após a retirada ou troca da prótese, maiores serão os cuidados perioperatórios”, acrescenta.>
Por fim, a médica explica que a insatisfação da paciente não é o único motivo pelo qual pacientes podem optar pela troca de prósteses de silicone. “Estatísticas mostram que, após cerca de 10 anos, há um aumento nas chances de problemas com as próteses, como ruptura ou contratura capsular, que é o endurecimento de uma cápsula que o organismo forma ao redor das próteses, tornando-as duras e até dolorosas. Pode ser que nada aconteça, mas, por esse motivo, o recomendado é trocar a prótese a cada 10 a 15 anos”, afirma a médica. >
Mas, se a paciente está satisfeita com o tamanho e forma das mamas e precisa trocar a prótese por problemas como contratura capsular, a cirurgia pode ser feita pela mesma cicatriz da primeira intervenção. “No caso de contratura capsular, a cápsula pode ser retirada ou incisada, para deixá-la mais maleável, e uma nova prótese do mesmo tamanho é colocada, sem ser necessário retirar a pele”, finaliza Beatriz Lassance.>
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