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Em recuperação

Dengue grave: entenda a doença que levou jornalista da TV Gazeta à UTI

A apresentadora Rafaela Marquezini foi diagnosticada com dengue grave, a forma mais perigosa da doença que surge geralmente após a fase inicial

Publicado em 27 de Agosto de 2025 às 08:00

Guilherme Sillva

Publicado em 

27 ago 2025 às 08:00
Rafaela Marquezini
Rafaela Marquezini  teve que ser internada na UTI, já que o resultado do exame de sangue mostrou um quadro com 12 mil plaquetas Crédito: Reprodução @Rafaelamarquezinioficial
A apresentadora Rafaela Marquezini, do Gazeta Meio Dia, da TV Gazeta, foi diagnosticada com dengue grave e teve que ser internada na UTI, já que o resultado do exame de sangue mostrou um quadro com 12 mil plaquetas. A quantidade de plaquetas considerada normal no sangue varia entre 150 e 450 mil por microlitro. "Em poucas horas, se eu não tivesse ido para o hospital naquela manhã, eu não sei o que poderia ter acontecido nas horas seguintes", conta.
Em entrevista para o SE CUIDA, a jornalista contou que dias após os sintomas clássicos - dor de cabeça, dor no corpo e febre muito alta - teve dor abdominal e o nariz sangrou. "Já eram os sintoma de dengue grave, mas eu não associei. Achei que fosse apenas uma dor de estômago. A noite foi muito terrível, muito difícil porque a dor aumentou demais. Na quinta-feira de manhã eu já estava desesperada de dor, e quando peguei o guardanapo e passei no nariz, veio o sangue, e aí caiu a minha ficha que era dengue grave. Na hora eu comecei a chorar mais ainda, por que eu achei que fosse morrer", lembra. 
Em casos mais graves da doença, como foi o caso da jornalista da TV Gazeta, podem surgir complicações como dor abdominal intensa e persistente, e sangramentos. "Eu não conhecia os sintomas da dengue grave. O meu marido que pesquisou na internet, por isso que quando eu vi o sangue no nariz, pensei: 'tem hemorragia vindo aí'. E quando eu entrei no hospital, a primeira coisa que eles fizeram foi tirar sangue, para contar as plaquetas". 
Rafaela está de repouso e se recuperando em casa. "Estou muito grata por estar aqui, por estar viva. Penso nisso o dia inteiro. Agora voltei a ter dor de cabeça, dor no corpo, estou com enjoo ainda, porque a hepatite que a dengue causa é normal, e demora um pouco a melhorar. O médico falou que até 30 dias. Ainda estou em recuperação, mas eu estou ótima, fora de risco".

Entenda o que é a dengue grave

A dengue é uma infecção viral transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. A doença afeta milhões de pessoas em todo o mundo e, em alguns casos, pode gerar graves complicações. O Brasil registrou uma queda de 76,2% nos novos casos de dengue ao longo do primeiro semestre de 2025, em comparação com o mesmo período no ano anterior, segundo os dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde. Até a 26ª semana epidemiológica deste ano, período que terminou no dia 28 de junho, o país contabilizou 1,49 milhão de infecções, contra 6,27 milhões em 2024. No ano passado, o Brasil bateu o recorde de ano com mais casos e mortes por dengue de toda a série histórica.
A infectologista Ana Carolina D'Ettorres, da Unimed Vitória, diz que os sinais mais comuns da dengue começam com uma febre alta, que surge de forma abrupta e é acompanhada de forte mal-estar e prostração. "A dor muscular intensa, dor nas articulações e uma dor de cabeça localizada principalmente atrás dos olhos são outros sintomas típicos. Além disso, o paciente também pode apresentar náuseas, vômitos e diarreia”. 
De acordo com a médica, em formas mais graves da doença, podem surgir complicações como sangramentos, dor abdominal intensa e persistente, e quedas de pressão. Esses sinais indicam que o quadro pode estar se tornando mais crítico, necessitando de avaliação médica imediata.
“A fase aguda da dengue dura de cinco a sete dias, com alguns casos se estendendo até 10 dias. Porém, a recuperação pode ser mais lenta e o paciente ainda pode sentir fraqueza e cansaço por até 30 dias após a infecção aguda”, explica.
O infectologista Rafaphel Lubiana Zanotti, do Hospital Santa Rita, explica que dengue hemorrágica é um termo utilizado para os casos mais graves de dengue, quando ocorre sangramento motivado pela infecção, e é uma complicação potencialmente fatal da infecção pelo vírus da dengue. "Atualmente, preferimos classificar os casos de dengue em classes A, B, C e D, da menor para a maior gravidade. Ela se caracteriza por aumento da permeabilidade vascular, frequentemente associada a queda abrupta das plaquetas e levando ao risco de hemorragias internas e o choque circulatório"
Representa a forma mais grave da doença, exigindo atenção médica imediata e tratamento em nível hospitalar
Rafaphel Lubiana Zanotti - Infectologista
A transmissão é a mesma da dengue clássica, através da picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado. Não existe transmissão direta de pessoa para pessoa. "O que diferencia a dengue hemorrágica da forma clássica é a resposta do organismo ao vírus, principalmente em casos de reinfecção por um sorotipo diferente. Assim, não é possível saber antes da ocorrência da gravidade quem desenvolverá uma apresentação mais grave, sendo muito importante para toda pessoa se prevenir de adquirir o vírus e, uma vez que tenha sido infectado, se hidratar muito bem, que é a melhor forma de prevenir as formas graves", diz o médico.
O infectologista ressalta que nos primeiros dias, os sintomas são semelhantes em todos os casos de dengue. O paciente apresenta febre alta súbita, dor no corpo, dor atrás dos olhos, mal-estar intenso e manchas vermelhas na pele. "O período inicial dura de dois a sete dias. A evolução para a forma hemorrágica pode ocorrer após a queda da febre quando, normalmente, as pessoas percebem estar melhorando. Alguns pacientes apresentam sinais de alarme, como dor abdominal forte e contínua, sensação de desmaio, sonolência, redução da urina, vômitos persistentes, sangramentos e tontura, além de alterações no hemograma", conta Rafaphel Lubiana Zanotti.

Em que casos o paciente vai para UTI?

O paciente deve ser internado em UTI quando apresenta sinais de choque - como pressão arterial muito baixa, pele fria, extremidades arroxeadas e confusão mental. "Em condições de hemorragias graves, queda acentuada das plaquetas com risco de sangramento interno e comprometimento de órgãos vitais como o coração, fígado, rins e sistema nervoso central", diz o infectologista Eduardo Pandini, do Hospital São José. 
Não existe tratamento específico contra o vírus da dengue. O médico conta que o manejo é o suporte clínico rigoroso, que inclui hidratação intensiva - via oral ou venosa, que é considerada a medida mais importante. Os sinais vitais do paciente são monitorados continuamente, além das plaquetas e hematócritos.
"O tratamento inclui o controle de dor e febre, com medicamentos seguros. Importante ressaltar que nunca devemos prescrever aspirina ou anti-inflamatórios, já que podem aumentar o risco de sangramento. Há casos em que se faz necessária a transfusão de hemoderivados, até o suporte avançado em UTI. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são fundamentais para o sucesso do tratamento", diz Eduardo Pandini.

Prevenção

A vacina da dengue foi incorporada ao SUS para o público de 10 a 14 anos, faixa etária que apresenta maior risco de agravamento e regiões com maior incidência da doença.
A melhor forma de evitar a dengue é prevenir a proliferação do mosquito transmissor. Isso inclui eliminar focos de água parada, que servem como locais para a reprodução do Aedes aegypti, em casa e na comunidade. É fundamental manter caixas d'água bem tampadas, evitar acúmulo de lixo e revisar recipientes como pneus, vasos de plantas e garrafas, que podem acumular água.
“A dengue é uma doença séria, que exige cuidado e atenção tanto no diagnóstico quanto no tratamento. Se você suspeitar que está com dengue, a recomendação é buscar um profissional de saúde o mais rápido possível, para receber a orientação adequada e evitar complicações graves. Além disso, a prevenção é o melhor caminho para reduzir a incidência da doença, com a eliminação de focos do mosquito transmissor e a conscientização da população sobre a importância de manter o ambiente livre de criadouros”, diz Ana Carolina D'Ettorres.

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