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Doenças respiratórias: dicas para manter as crianças protegidas no inverno

Evitar locais fechados e com pouca ventilação, beber água regularmente e tomar vacina contra a gripe são alguns dos cuidados que os pais devem estar atentos

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 06/07/2021 às 18h11
criança gripada
Nesta época do ano, é mais comum que bebês e crianças possam enfrentar problemas como resfriados e gripes, sinusite, entre outros. Crédito: Freepik

No inverno, a preocupação com as doenças respiratórios aumenta. E não é por acaso. Nessa época do ano, é comum a baixa umidade do ar, as alterações bruscas de temperatura e o aumento da poluição atmosférica pela menor dispersão dos poluentes no ar. "Isso contribui para a piora das doenças alérgicas como rinite e asma. Além disso, as pessoas costumam ficar mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação, o que favorece a transmissão de vírus, levando à gripe e resfriados, e bactérias, acarretando doenças como pneumonias e sinusites", explica a alergista Karla Delevedove Taglia-Ferre. 

No caso das doenças infecciosas, crianças são mais vulneráveis por ainda terem um sistema imunológico imaturo e não terem completado seu esquema vacinal. "Bebês não amamentados no seio materno também têm maior risco de doenças respiratórias, pois o leite materno é uma importante fonte de fatores de proteção", explica a médica.

CUIDADOS

Nesta época do ano, é mais comum que bebês e crianças possam enfrentar problemas como resfriados e gripes, sinusite, rinite alérgica, otite, pneumonia, asma, entre outros. Por isso, alguns cuidados são imprescindíveis para prevenir essas doenças. Manter a carteira de vacinação em dia é um deles. 

"As crianças ainda não são foco da vacinação contra a Covid-19, mas há uma série de outras vacinas que não podem ser esquecidas e podem evitar outras doenças respiratórias. A vacina contra gripe é aplicada em crianças entre 6 meses e 6 anos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) anualmente. Então, é fundamental procurar uma unidade de saúde e manter a carteira de vacinação em dia", diz o pediatra Ramon Minarini, da Samp.

Também é importante que as crianças estejam hidratadas, mesmo nos dias mais frios. As mucosas da narina e boca ressecam mais durante o inverno, e o muco pode se tornar mais espesso. "Manter a hidratação é importante para melhora da dinâmica respiratória, manutenção de um muco mais fluido, e assim, redução dos riscos de infecção e alergias respiratórias. Além disso, outros órgãos como a pele também sofrem com o frio e a secura do ar. A ingestão adequada de água também ajuda a manter a pele elástica e macia, a manutenção da temperatura corporal, entre outra funções importantes no nosso corpo", diz a médica Karla Delevedove Taglia-Ferre.

criança bebendo água
É importante que as crianças estejam hidratadas, mesmo nos dias mais frios. . Crédito: Iakov Filimonov/ Freepik

Sempre vale lembrar que locais fechados, com pouca ventilação e grandes aglomerações de pessoas, aumentam o risco de contrair essas doenças.

DOENÇAS VIRAIS

A pediatra Daniella Pelegrine, do Vitória Apart Hospital, conta que as doenças ligadas ao sistema respiratório tendem, normalmente, a aumentar até 40% durante o inverno. "Em simultâneo, o isolamento social reduziu esse percentual ao longo dos meses anteriores à estação mais fria do ano, por conta do isolamento social, já que muitas também tem origem viral e são contagiosas".

Doenças virais – incluindo a Covid-19 e gripes comuns – podem se agravar, gerando, por exemplo, uma pneumonia bacteriana. "Há inflamações que podem ter origem viral ou bacteriana, ou deixar de ser viral para se tornar bacteriana, como faringites, laringites, infecções de garganta em geral, entre outras", explica a médica.

O pediatra Ramon Minarini diz que as crianças, cujo sistema imunológico ainda é imaturo, são mais propícias a sofrerem com as principais doenças da época como resfriado, gripe, sinusite, crise asmática, bronquiolite e pneumonia.

Ramon Minarini, pediatra
O pediatra Ramon Minarini fala sobre as doenças de inverno. Crédito: Ramon Minarini

Ramon Minarini

Pediatra

"Vírus que causam gripe e bronquiolite tem alto potencial de contágio e são facilmente transmitidos, principalmente entre as crianças que frequentam creches, berçários e escolas, que mantém longo contato entre si"

As crianças abaixo de dois anos têm maior risco de adquirir o vírus respiratório. "Nessa idade, além de questões ligadas ao sistema imunológico, o calibre das vias aéreas é menor. Assim, a inflamação do bronquíolo provoca um estreitamento grande para a passagem do ar, o que aumenta a resistência e exige maior esforço respiratório para o ar entrar e sair dos pulmões", explica o pediatra.

DICAS

Os médicos listaram algumas dicas essenciais que os responsáveis devem estar atentos. 

  • Locais fechados, com pouca ventilação e grandes aglomerações de pessoas, aumentam o risco de contrair essas doenças. Por isso, é muito importante ventilar os ambientes. Ainda que esteja frio, as janelas devem ser abertas com frequência.
  • A criança deve ser vacinada contra a gripe, que é uma infecção mais séria do que um resfriado. Diferente do que muitos acreditam, a vacina não causará a doença, pois nela os vírus estão inativos e não se multiplicarão no organismo. A vacina contra gripe é aplicada em crianças entre 6 meses e 6 anos pelo SUS anualmente.
  • A hidratação é um dos cuidados importantes adotados nesse período e em todas as épocas do ano.
  • A prevenção passa pelo hábito de lavar as mãos regularmente. Esses cuidados já eram importantes, mas se tornaram mais conhecidos após a pandemia do Covid-19. Porém, outros micro-organismos, como o vírus da gripe, também são transmitidos por gotículas no ar, contato com a pele ou objetos contaminados.
  • Não se deve levar a criança doente à escola para evitar a propagação de infecções, além de evitar o contato com adultos resfriados ou gripados.
  • No caso de sintomas, há tratamentos específicos para cada doença, mas algumas práticas que podem trazer alívio são: inalação com soro fisiológico para fluidificar as secreções e ajudar a desobstruir os bronquíolos; lavagem nasal também com soro fisiológico.
  • Manter o tratamento de controle das doenças alérgicas respiratórias, como rinite e asma. Pacientes não controlados tem maior risco de adquirir outras doenças respiratórias.

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