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Alerta

Brincadeira da rasteira pode causar de sequelas graves até a morte

Vídeos com o jogo viralizaram nas redes sociais. Segundo médicos, riscos mais sérios vão desde lesões na coluna, que podem levar à perda dos movimentos, até traumas encefálicos graves que podem causar a morte

Publicado em 11 de Fevereiro de 2020 às 18:14

Redação de A Gazeta

Publicado em 

11 fev 2020 às 18:14
Adolescentes fazem "brincadeira" perigosa da rasteira Crédito: Reprodução/Internet
Uma nova moda entre adolescentes é uma "brincadeira" um tanto perigosa que pode causar de sequelas graves até a morte. Em vídeos que viralizaram nas redes sociais, um trio aparece posicionado um do lado do outro. Em dado momento, os dois jovens que estão na ponta pulam. Em seguida, o que está no meio deles dá um salto e leva uma rasteira, caindo no chão com toda força.
Boa parte das filmagens se passa em colégios. Em plena volta às aulas, fica o alerta a pais e educadores sobre os riscos desse jogo. 
"É uma brincadeira muito perigosa. Pode causar sequelas irreversíveis e até mesmo a morte. É importante que haja essa orientação por parte de educadores e familiares", destaca o ortopedista Lourimar Tolêdo, membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC).
Em um dos vídeos, o rapaz parece ficar desmaiado após a queda.
Segundo o médico, um tombo como esse pode causar lesões simples, como escoriações, torções leves de ligamento. Mas pode também gerar fraturas de ossos e luxações. "Dependendo da torção, pode haver uma lesão total do ligamento, o que vai exigir até um reparo cirúrgico. Já se houver fratura do osso, pode haver necessidade desde uma imobilização do membro afetado até cirurgia. Uma luxação, que é quando uma articulação perde o contato com a outra, pode requerer procedimento cirúrgico também", explica.
Quedas como essas podem causas ainda lesões na coluna. "A pessoa tem risco de deformidades e limitações nos membros, até perda de movimentos", cita Tolêdo.
Consequências mais sérias também são esperadas. "Um traumatismo craniano pode colocar a pessoa em estado neurológico grave, com perda de consciência, perda das habilidades cognitivas, até mesmo a morte", alerta o especialista. 
O mesmo alerta vem do neurologista Leonardo Maciel. "Qualquer pancada na cabeça, principalmente após uma queda na qual a pessoa não consegue se proteger com os braços ou o próprio corpo - ou seja, minimizar um dos principais fatores de trauma intracraniano - a velocidade do trauma pode causar mais danos do que um simples 'galo', aquele hematoma subcutâneo sob a pele", observa ele.
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