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Bebê roqueiro: gênero ainda resiste entre os mais jovens, embora não tenha mais a mesma popularidade de antes entre esse público
Bebê roqueiro: gênero ainda resiste entre os mais jovens, embora não tenha mais a mesma popularidade de antes entre esse público. Crédito: Andrey Shabaev-Markin/Pixabay

E o rock? Está domesticado, mas segue pocando

Neste Dia Mundial do Rock, um breve relato sobre a história do gênero transgressor no mundo, no Brasil e no Espírito Santo

Publicado em 13/07/2021 às 02h00
  • Roberto Teixeira

    É mestre em Comunicação e editor do perfil no instagram @capixabasnorock

Nesta terça-feira, 13 de julho, é o Dia Mundial do Rock, gênero musical que acumulou vertentes, das baladinhas ao rock extremo, desde os anos 50. Aqui em plagas capixabas ganharam força as bandas cover com o talento dos músicos locais, mas deixam saudades a força do rock autoral e os grandes shows internacionais de ídolos inspiradores de estilos de vida, que impulsionaram revoluções.

A ideia da data surgiu a partir do Live Aid, megaevento de rock organizado em 1985 para arrecadar recursos para o combate à fome na Etiópia e que teve a participação do Queen (lembra daquela cena do filme Bohemian Rhapsody?). Apesar do nome global, é por aqui no Brasil que é realmente lembrado e comemorado.

O rock é massa e não foi criado por um só. Surgiu após muitas experimentações de músicos e bandas, a partir do blues, country, gospel e com enooooorme força da comunidade negra. Elvis Presley foi rei, mas, uma mulher negra, a Sister Rosetta Tharpe, no início dos anos 40 – com uma guitarra de riffs inovadores, despertou para o ritmo.

No Brasil, Cauby Peixoto foi precursor, em 1957, com a música “Rock and Roll em Copacabana”. E como movimento cultural despontou com a Jovem Guarda, nos anos 60, mesclando, além da música, comportamento e moda. No mundo, Beatles e Rolling Stones. E em seguida o rock ganhou peso com a trinca do metal: Deep Purple, Black Sabath e Led Zeppelin.

Nos anos 70 e 80, o rock chega ao auge. Gun’s, Bon Jovi, U2, e por aqui Titãs, Barão, Paralamas. Aproveito para indicar o documentário "Global Metal", quando um antropólogo viaja por países para mostrar a influência do rock no mundo.

Algumas destas bandas, com membros até sessentões, seguem firmes como o Iron Maiden. E o Ozzy? Será que volta? Tomara que sim! Na América Latina, o mexicano Maná e a extinta Soda Stereo têm preferência de rockers. Aqui fica a dica: a série “Quebra-tudo”, mostrando como o rock embalou protestos. Já os brasileiros dos anos 80 parecem bem insones... talvez efeitos da descontrolada pandemia...

Resgatando nossa história no Espírito Santo, a banda Scorpions, em 2005, na Praça do Papa; o ex-sempre-beatle Paul McCartney e o Deep Purple (da trinca!) fizeram os maiores shows daqui.  Imagine, gigantes desse porte aqui na Grande Vitorinha!

Os shows do Legião Urbana no Álvares Cabral (até aperta o coração ouvir a voz de Renato Russo cantando), os metaleiros do Sepultura e as edições do Dia D também marcaram. E, claro, o Manimal, do espetacular Alexandre Lima, e o Casaca (que despertou até o robô em Marte) também fidelizaram milhares de fãs, com a variação do rockongo.

A Thor, surgida no Espírito Santo, lançou o subgênero power metal, que tem na banda Angra (do saudoso André Matos) o nome mais conhecido no país. Aliás, a história deles e muitos outros criados entre 60 e 90 é muito bem contada no livro "Rockrise, A história de uma geração que fez barulho no Espírito Santo", de José Roberto Santos Neves.

Hoje surge rock de alto nível das terras do gelo como os suecos do Amon Amarth. Ou as meninas japonesas da Babymetal. O Dead Fish, que surgiu e fez sucesso por aqui em Vix, segue em Sampa, lançando ótimos trabalhos.

E como está chegando rock aos nossos ouvidos? Pelos streamings, como o Spotify, mas, cada vez mais os rockers estão reservando um cantinho da casa para curtir os vinis! Enfim, a história é riquíssima e certamente muitos subgêneros e ídolos ficaram de fora neste espaço. Mas o rock, aquele verdadeiro amigo para bons e difíceis momentos, continua despertando paixões de um público exigente e fiel.

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