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Vamos governar a Venezuela, diz Trump após captura de Maduro

Vamos governar a Venezuela, diz Trump após captura de Maduro

Em nota horas depois dos ataques, María Corina, opositora a Maduro, comemorou a captura do presidente venezuelano e escreveu: "Chegou a hora da liberdade"

Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 14:27

SÃO PAULO - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que vai governar a Venezuela após a captura do ditador Nicolás Maduro, e comemorou a ação militar realizada neste sábado (3) contra o país.

"Vamos governar o país até que haja uma transição adequada e justa", disse Trump em pronunciamento à nação. "Estávamos preparados para atacar novamente, um ataque muito maior, mas isso provavelmente não será necessário", afirmou o republicano, dizendo que o petróleo venezuelano "voltará a fluir" com uma empresa americana à frente das operações.

A Venezuela é o país com as maiores reservas de petróleo do mundo.

"Isso que fizemos hoje tornará o povo da Venezuela rico, independente e seguro", afirmou o presidente americano. "Eles não sofrerão mais. Nós queremos paz, liberdade e justiça para as pessoas incríveis da Venezuela e isso inclui muitos dos venezuelanos que vivem nos Estados Unidos e querem voltar para seus países."

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa na Assembleia Geral da ONU
Trump fez discurso à nação após bombardeio Crédito: Niyi Fote/Thenews2/Folhapress

"Nós estamos lá. Vamos ficar pelo tempo que for adequado para uma transição. Vamos governar neste tempo, vamos ter empresas americanas que vão entrar, vão injetar bilhões de dólares, vão consertar a péssima infraestrutura", prosseguiu o republicano.

"Tratou-se de um ataque como não era visto no mundo desde a Segunda Guerra Mundial", disse Trump, comparando a ação com outros ataques ordenados por ele, como os bombardeios contra instalações nucleares do Irã. "Todas as capacidades militares da Venezuela foram inutilizadas. Maduro jamais será capaz de ameaças mais ninguém."

Trump disse que as forças americanas cortaram a energia de Caracas e que nenhum militar americano foi morto. "Nenhuma nação seria capaz de realizar o que os Estados Unidos conseguiram realizar em um período tão curto de tempo", afirmou.

Trump fez pronunciamento à nação após ordenar um ataque de larga escala contra a Venezuela e capturar Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Segundo o republicano, os dois estão sob custódia em um navio militar americano no Caribe e serão enviados para Nova York, onde responderão à Justiça americana por crimes como narcoterrorismo e tráfico de drogas.

Não está claro que provas Washington apresentará contra os dois e os outros citados na acusação, como o ministro do interior, Diosdado Cabello, e o filho de Maduro, Nicolás Ernesto.

Mais cedo, Trump havia dito que os EUA ainda estão decidindo "o que vai acontecer agora com a liderança da Venezuela", dizendo que a líder opositora María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz, pode ser escolhida por Washington para governar o país, mas que ninguém "leal a Maduro" ficará no poder. Trump disse ainda que estará "fortemente envolvido" na indústria petrolífera venezuelana daqui para frente.

Em nota horas depois dos ataques, María Corina comemorou a captura de Maduro e escreveu: "Venezuelanos, chegou a hora da liberdade". "Nicolás Maduro enfrenta hoje a justiça internacional por seus crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos. Diante da sua negativa de aceitar uma saída negociada, o governo dos Estados Unidos cumpriu sua promessa de fazer valer a lei."

María Corina pediu que Edmundo González, o candidato da oposição que, segundo organizações internacionais, foi o verdadeiro vencedor das eleições presidenciais de 2024, assuma "de imediato seu mandato constitucional e seja reconhecido como comandante em chefe" das Forças Armadas venezuelanas.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou em um vídeo divulgado na manhã deste sábado que o país vai resistir à presença de tropas estrangeiras. A vice de Maduro ainda reiterou, momentos depois, que manterá os planos de defesa do ditador. Não está claro se tropas americanas invadiram a Venezuela por terra.

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