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Trump diz que acompanhou em tempo real a prisão de Maduro: 'Foi como ver um programa de TV'

Trump diz que acompanhou em tempo real a prisão de Maduro: 'Foi como ver um programa de TV'

O presidente americano disse que o líder venezuelano estão sendo transferidos para NY, onde foram indiciados por este e outros crimes. Maduro nega as acusações.

Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 14:09

Imagem BBC Brasil
Trump afirmou ter pedido que Maduro se rendesse há uma semana Crédito: Getty Images

Após publicar na rede social Truth Social que o governo dos Estados Unidos havia capturado o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cília Flores, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu uma entrevista na qual descreveu a operação e elogiou a atuação das forças militares americanas.

"Foi um pouco intenso, eu diria. Estava tudo muito escuro, por toda parte, especialmente na Venezuela. A equipe fez um trabalho incrível — eles ensaiaram e treinaram como ninguém jamais viu. E me disseram, pessoas realmente do meio militar me disseram, que não existe nenhum outro país na Terra capaz de fazer uma manobra dessas", disse Trump.

"Se você tivesse visto o que aconteceu… eu assisti literalmente como se estivesse vendo um programa de televisão. Se você tivesse visto a velocidade, a violência — você sabe, eles usam esse termo, a velocidade, a violência. Foi algo impressionante, um trabalho impressionante que essas pessoas fizeram. Ninguém mais conseguiria fazer algo parecido."

Segundo Trump, Maduro foi capturado em um local que 'parecia mais com uma fortaleza do que com uma casa'

"Íamos fazer isso há quatro dias, mas o tempo não estava perfeito", disse Donald Trump em entrevista ao canal americano Fox News.

"O tempo precisa estar perfeito… De repente, melhorou e decidimos prosseguir", afirmou o presidente americano.

Trump acrescentou que, quando capturaram Maduro, ele estava "em uma casa que parecia mais uma fortaleza do que uma residência", com "aço maciço por toda parte".

Reiterando que não acredita que nenhum soldado americano tenha sido morto, Trump explicou que alguns soldados "foram feridos, mas voltaram e devem estar em boas condições".

Trump afirmou também que conversou com Maduro "uma semana atrás" e lhe disse: "Você tem que se render, você tem que se render".

"Tivemos que fazer algo muito mais cirúrgico, muito mais contundente", declarou o presidente americano.

Segundo Trump, Maduro e Cilia Flores estão sendo transferidos para Nova York de helicóptero e barco após serem detidos.

O presidente americano acrescentou que ambos foram indiciados em Nova York por "narcoterrorismo" e outros crimes.

"Eles mataram muita gente, muitos americanos, até mesmo pessoas do próprio país deles", disse Trump.

O governo americano não divulgou imagens da operação nem apresentou detalhes sobre o local exato da captura, o horário ou as condições em que Maduro e a esposa teriam sido retirados do país. Também não informou se a ação contou com apoio de forças locais ou de governos aliados na região.

A Casa Branca vinha justificando a pressão sobre a Venezuela com base no combate ao narcotráfico e na defesa da segurança regional.

Autoridades americanas acusam o governo venezuelano de manter vínculos com organizações criminosas e de permitir o uso do território do país como rota para o tráfico de drogas, o que Caracas nega.

Analistas, no entanto, afirmam que a ofensiva americana não pode ser explicada apenas pelo discurso antidrogas.

Eles apontam uma combinação de interesses econômicos e geopolíticos, incluindo o petróleo venezuelano, a presença crescente da China no país e a tentativa dos Estados Unidos de reafirmar sua influência na América Latina

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