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Suprimento de vacina às Américas deve ser prioridade global, diz Opas

Para a diretora da organização,  o suprimento de vacinas contra a Covid-19 às Américas deve ser uma "prioridade global", uma vez que a região foi e ainda é o epicentro da pandemia

Publicado em 24/02/2021 às 18h52
Atualizado em 24/02/2021 às 18h52
CORONAVÍRUS/ÍNDIA/PRODUÇÃO/VACINAS - INTERNACIONAL - O instituto indiano   Instituto Serum em Pune é   o maior fabricante mundial de vacinas e foi contratado para fabricar um bilhão de doses da vacina desenvolvida em   parceria pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford.
Linha de produção de vacina contra a Covid-19 no Instituto Serum em Pune, na Índia. Crédito: RAFIQ MAQBOOL/AP/ESTADÃO CONTEÚDO

Para a diretora-geral da Organização Pan-americana da Saúde (Opas), Carissa Etienne, o suprimento de vacinas contra a Covid-19 às Américas deve ser uma "prioridade global", uma vez que a região foi o epicentro da pandemia por meses e ainda é "desproporcionalmente" atingida pela crise sanitária, segundo ela. "Nossa região precisa do maior número de vacinas no menor tempo possível", afirmou a diretora, revelando que a Opas tem negociado com fabricantes para aumentar o volume de doses no continente.

O diretor assistente da Opas, Jarbas Barbosa, disse que compartilhar mais vacinas com a iniciativa Covax seria um passo importante para combater a pandemia. Em contraste, acordos bilaterais entre países e fabricantes diminuem o suprimento dos imunizantes, em especial a países menos desenvolvidos, afirmou o especialista. Ele confirmou que as entregas de vacinas à América Latina pela Covax vão começar no fim deste mês, e o primeiro lote terminará de ser enviado aos países ainda em março.

Segundo Ettiene, a vacinação dos grupos mais vulneráveis da população, como idosos, profissionais de saúde e pessoas com comorbidades, é a forma mais eficaz de apoiar os sistemas de saúde, muito pressionados entre países americanos, disse. Ela ainda expressou preocupação com as avaliações feitas sobre estudos que medem a eficácia dos imunizantes. As taxas de eficácia, de acordo com ela, têm sido comparadas sob contextos diferentes, e os números nas Américas podem não ser equivalentes aos de testes feitos em outras regiões do mundo.

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