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Chanceler alemã

Angela Merkel defende multilateralismo e acesso universal a vacinas

Entre as prioridades do momento, Merkel reforçou a necessidade de garantir acesso a vacinas contra o coronavírus a todos os países do mundo, inclusive os mais pobres

Publicado em 19 de Fevereiro de 2021 às 15:53

Agência Estado

Publicado em 

19 fev 2021 às 15:53
Chanceler alemã Angela Merkel
Chanceler alemã Angela Merkel Crédito: Pixabay
Em discurso durante o evento virtual Conferência de Segurança de Munique nesta sexta-feira (19), a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, reiterou a defesa do multilaterismo e citou melhoras nos prospectos para as cooperação internacional com a eleição do presidente norte-americano, Joe Biden, que discursou no mesmo fórum. "Estamos prontos para um nova etapa das relações transatlânticas", disse.
Entre as prioridades do momento, Merkel reforçou a necessidade de garantir acesso a vacinas contra o coronavírus a todos os países do mundo, inclusive os mais pobres.
Ela também advogou pelo fortalecimento de organismos multilaterais, entre eles a Organização Mundial da Sáude (OMS), a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
A chanceler, que se prepara para encerrar quase duas décadas à frente da Alemanha este ano, ressaltou ainda o compromisso em elevar os gastos do país com Defesa a 2% do Produto Interno Bruto (PIB), uma demanda antiga dos EUA no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Segundo ela, o exército alemão está preparado para manter tropas no Afeganistão por mais tempo, caso julgue necessário do ponto de vista estratégico. Sobre Líbia, a política destacou que Berlim está empenhada na luta contra o terrorismo islâmico.
Merkel pediu ainda que União Europeia e EUA trabalhem por um agenda conjunta na resposta à China e Rússia. Ela disse que as sanções contra o Kremlin são um importante veículo diplomático, mas reconheceu que elas não estão funcionando no momento, particularmente no que diz respeito as ações russas na Ucrânia.
A chanceler citou a questão climática como um dos pontos de interesse conjunto da comunidade internacional e disse que é preciso cumprir as metas estabelecidas até 2030. "Combate à pandemia nos mostrou a importância do multilateralismo", afirmou
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