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Políticas comuns

Presidente da Colômbia propõe confederação unindo países latino-americanos

Gustavo Petro apresentou a proposta na rede social, anexando mapa do que seria o território, cobrindo, além da Colômbia, os vizinhos Venezuela, Equador e Panamá, parte da América Central e da Guiana
Estadão Conteúdo

Publicado em 

11 jan 2026 às 18:09

Publicado em 11 de Janeiro de 2026 às 18:09

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, propôs a criação de uma confederação de nações latino-americanas, a Grande Colômbia, que, a exemplo da União Europeia, teria parlamento, tribunal de justiça e conselho de governo. A proposta foi feita no sábado (10) por Petro em sua conta na rede social X.
Gustavo Petro derrotou o populista Rodolfo Hernández
Gustavo Petro se inspira em projeto do revolucionário Simon Bolivar Crédito: Luisa Gonzalez/Reuters/Folhapress
Ele anexou na postagem o mapa do que seria o território da Grande Colômbia, cobrindo, além da Colômbia, os vizinhos Venezuela, Equador e Panamá, e mais parte da América Central e da Guiana.
"Teríamos políticas comuns nas matérias propostas pela população", escreveu o presidente colombiano, acrescentando que a confederação seguiria uma política comercial voltada para a industrialização, de modo a torná-la um centro do mundo e da América Latina em áreas de energia limpa, conhecimento e infraestrutura.
A ideia, como lembrou Petro, resgata o projeto de Simón Bolívar. Entre 1819 e 1831, a Grande Colômbia, criada por Bolívar, uniu os territórios das atuais Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá, além de partes do Peru e do Brasil.
A proposta de Petro vem na esteira das ameaças feitas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, de uma ação militar na Colômbia.
Após a captura de Nicolás Maduro, na Venezuela, Trump declarou que a Colômbia é governada por um homem "doente", acusando Petro de produzir cocaína que é vendida aos Estados Unidos.
Na última quarta-feira (7), contudo, as trocas de insultos tiveram uma trégua durante a conversa telefônica entre os dois presidentes. Trump anunciou que uma visita de Petro à Casa Branca é aguardada para a primeira semana de fevereiro.

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