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China confina 1,7 milhão de pessoas por surto de 300 casos de Covid

Lockdown em Anhui acontece enquanto economia se recupera de restrições em Xangai e Pequim

Tempo de leitura: 2min
Publicado em 04/07/2022 às 10h51

As autoridades chinesas ordenaram o confinamento de 1,7 milhão de pessoas na província de Anhui, no leste do país, onde foram registrados 300 novos casos de covid nesta segunda-feira (4). Anhui tem cerca de 67 milhões de moradores.

A China é a última grande economia que mantém uma estratégia rígida contra o coronavírus, baseada em quarentenas e testes obrigatórios. Embora os casos permaneçam reduzidos em relação à enorme população do país, as autoridades insistem que a política de covid zero é necessária para evitar uma calamidade nos serviços de saúde.

Profissional de saúde faz teste de Covid em morador da província de Anhui.
Profissional de saúde faz teste de Covid em morador da província de Anhui. Crédito: Xinhua/Jin Liwang

O surto de Anhui, onde as autoridades detectaram centenas de casos na semana passada, acontece no momento em que a economia chinesa começa a se recuperar de um confinamento de meses em Xangai e de restrições severas na capital, Pequim.

Dois condados da província, Sixian e Lingbi, anunciaram o confinamento de mais de 1,7 milhão de pessoas, que só podem sair de casa para passar por exames. A capital regional, Hefei, informou no domingo (3) que está fazendo testes em toda a cidade a cada três dias.

Imagens do canal estatal CCTV mostraram as ruas vazias em Sixian no fim de semana e pessoas em filas para a sexta operação de testes em larga escala nos últimos dias. O condado de Si, também em Anhui, exigiu testes em todos os moradores da cidade nesta segunda, sua sétima rodada de exames em massa.

Anhui registrou 287 novas infecções nesta segunda, incluindo 258 pessoas assintomáticas, segundo a Comissão Nacional de Saúde da China, o que eleva o total de casos detectados a pouco mais de 1.000. A província vizinha de Jiangsu registrou 56 novos casos em quatro cidades nesta segunda.

Xangai, a capital, passou por um rígido lockdown em abril, com proibição de sair às ruas para a maior parte dos moradores, obrigatoriedade de quarentena em centros de confinamento para infectados e episódios de escassez de alimentos, o que provocou protestos e insatisfação na população.

Há poucos questionamentos quanto ao sucesso do controle da pandemia pela China. No país mais populoso do mundo a maior parte da população levou uma vida próxima do normal nos últimos dois anos, enquanto o mundo ocidental fechava escolas e comércios.

Mas o baixo número de mortes oficiais - 5.226 -, aliado a dificuldades impostas pelo regime chinês a missões estrangeiras que foram ao país apurar as origens do coronavírus, aumentam as suspeitas sobre a confiança nos dados oficiais do país.

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