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Protestos

Ativistas de Hong Kong planejam 'parlamento no exílio' pós lei de segurança

O território de Hong Kong, uma ex-colônia britânica que retornou ao controle chinês em 1997, tem sido palco de protestos há meses

Publicado em 03 de Julho de 2020 às 17:10

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 jul 2020 às 17:10
Pedestres usam máscaras de proteção nas ruas da cidade de Hong Kong, território chinês semiautônomo, nesta quarta-feira, 26. A China informou que foram registrados novos 406 casos e 52 mortes decorrentes de infecção pelo coronavírus
Nesta semana, a China ameaçou tomar medidas de retaliação se o Reino Unido conceder cidadania a milhões de habitantes de Hong Kong. Crédito: VINCENT YU / AP / ESTADÃO CONTEÚDO
Ativistas pró-democracia de Hong Kong discutem a criação de um parlamento não oficial no exílio para preservar a democracia e mandar uma mensagem direta à China de que a liberdade não pode ser suprimida, afirmou o conhecido ativista Simon Cheng nesta semana.
Cheng é cidadão de Hong Kong e trabalhou no Consulado do Reino Unido no território por quase dois anos. Ele fugiu após ter dito que foi capturado e torturado pela polícia secreta chinesa. Hoje, ele tem asilo no Reino Unido. "Um parlamento paralelo pode enviar um sinal muito claro a Pequim e às autoridades de Hong Kong de que a democracia não precisa estar à mercê de Pequim", disse Cheng à agência de notícias Reuters em Londres, citada pelo diário britânico The Guardian.
O território de Hong Kong, uma ex-colônia britânica que retornou ao controle chinês em 1997, tem sido palco de protestos há meses contra o fim das liberdades que uma lei de segurança nacional da China quer impor ao território historicamente livre. Na quarta, mais de 300 manifestantes foram presos após protestarem contra a lei.
A China tem enfrentado uma crescente onda de críticas do Ocidente depois de promulgar uma legislação que, segundo seus críticos, põe fim ao modelo "um país, dois sistemas" adotado após a devolução para a China, em 1997, que deveria vigorar até 2047.
"Queremos criar grupos cívicos não oficiais que certamente refletem as opiniões do povo de Hong Kong." Cheng comentou que os ativistas estão desenvolvendo alternativas para continuar lutando pela democracia. "Precisamos ser inteligentes para lidar com o avanço do totalitarismo: eles estão mostrando os músculos para suprimir (as liberdades), então precisamos ser mais sutis e ágeis".
Cheng avaliou que cada vez mais as pessoas estão perdendo a esperança de que ir para as ruas valha a pena, assim como tentar entrar na política em Hong Kong. "Precisamos manter o apoio ao povo de Hong Kong e apoiá-los".
Nesta semana, a China ameaçou tomar medidas de retaliação se o Reino Unido conceder cidadania a milhões de habitantes de Hong Kong. O gigante asiático também disse que a Austrália não devia seguir um "caminho errado". O Reino Unido confirmou que vai oferecer 3 milhões de vistos especiais para receber refugiados de Hong Kong, que tem 7,5 milhões de habitantes.
Para o Reino Unido e vários outros países, a nova lei de segurança nacional viola a autonomia de Hong Kong. Por isso, diversos governos começaram a se mobilizar para oferecer aos residentes do território a oportunidade de se instalarem no exterior, enquanto lidam com a nova realidade de uma cidade transformada pela restritiva legislação chinesa. Ativistas pró-democracia de Hong Kong discutem a criação de um parlamento não oficial no exílio para preservar a democracia e mandar uma mensagem direta à China de que a liberdade não pode ser suprimida, afirmou o conhecido ativista Simon Cheng nesta semana.
Cheng é cidadão de Hong Kong e trabalhou no Consulado do Reino Unido no território por quase dois anos. Ele fugiu após ter dito que foi capturado e torturado pela polícia secreta chinesa. Hoje, ele tem asilo no Reino Unido. "Um parlamento paralelo pode enviar um sinal muito claro a Pequim e às autoridades de Hong Kong de que a democracia não precisa estar à mercê de Pequim", disse Cheng à agência de notícias Reuters em Londres, citada pelo diário britânico The Guardian.
O território de Hong Kong, uma ex-colônia britânica que retornou ao controle chinês em 1997, tem sido palco de protestos há meses contra o fim das liberdades que uma lei de segurança nacional da China quer impor ao território historicamente livre. Na quarta, mais de 300 manifestantes foram presos após protestarem contra a lei.
A China tem enfrentado uma crescente onda de críticas do Ocidente depois de promulgar uma legislação que, segundo seus críticos, põe fim ao modelo "um país, dois sistemas" adotado após a devolução para a China, em 1997, que deveria vigorar até 2047.
"Queremos criar grupos cívicos não oficiais que certamente refletem as opiniões do povo de Hong Kong." Cheng comentou que os ativistas estão desenvolvendo alternativas para continuar lutando pela democracia. "Precisamos ser inteligentes para lidar com o avanço do totalitarismo: eles estão mostrando os músculos para suprimir (as liberdades), então precisamos ser mais sutis e ágeis".
Cheng avaliou que cada vez mais as pessoas estão perdendo a esperança de que ir para as ruas valha a pena, assim como tentar entrar na política em Hong Kong. "Precisamos manter o apoio ao povo de Hong Kong e apoiá-los".
Nesta semana, a China ameaçou tomar medidas de retaliação se o Reino Unido conceder cidadania a milhões de habitantes de Hong Kong. O gigante asiático também disse que a Austrália não devia seguir um "caminho errado". O Reino Unido confirmou que vai oferecer 3 milhões de vistos especiais para receber refugiados de Hong Kong, que tem 7,5 milhões de habitantes.
Para o Reino Unido e vários outros países, a nova lei de segurança nacional viola a autonomia de Hong Kong. Por isso, diversos governos começaram a se mobilizar para oferecer aos residentes do território a oportunidade de se instalarem no exterior, enquanto lidam com a nova realidade de uma cidade transformada pela restritiva legislação chinesa. 

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