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NFL tem 66 jogadores que se recusam a jogar por causa da Covid-19

O medo de contaminação do novo coronavírus é enorme nos Estados Unidos e isso faz com que a competição esteja cercada de dúvidas

Publicado em 17/08/2020 às 17h43
Atualizado em 17/08/2020 às 17h43
Futebol americano também sofre com os impactos da pandemia de coronavírus
Futebol americano também sofre com os impactos da pandemia de coronavírus. Crédito: Reprodução Twitter

Um dos campeonatos mais vistos em todo o mundo, a NFL deverá sofrer grandes transformações nesta temporada em razão do novo coronavírus. O medo de contaminação é enorme nos Estados Unidos e isso faz com que a competição esteja cercada de dúvidas.  Uma coisa é certa: se ela realmente acontecer, os times terão desfalques importantes, sem contar eventuais lesões e, claro, atletas que possam contrair a covid-19 durante a competição. No total, são 66 jogadores que já avisaram a organização que não irão competir nesta temporada (veja a lista abaixo), que se inicia no dia 10 de setembro.

Ainda é possível que mais jogadores desistam do torneio, mas para isso será necessário que eles apresentem sintomas da doença, contraia alguma enfermidade que o faça se tornar grupo de risco ou que receba diagnóstico positivo para o novo coronavírus. Outra possibilidade é para o caso de um atleta da Liga ter um parente hospitalizado ou que venha a óbito em razão do vírus.

Ou seja, a tendência é que mais atletas da NFL desistam da competição. Mesmo os que aceitaram o desafio de jogar, entrarão em campo receosos. Prova disso é a intensa campanha feita pelos jogadores nas redes sociais e reuniões das associações. Há cerca de um mês, diversos deles se manifestaram publicamente no Twitter com a hasgtag "WeWantToPlay e pediram que a Liga siga todas as recomendações de profissionais da saúde para o início da competição.

"O que você está vendo hoje são nossos jogadores se posicionando uns pelos outros e pelo trabalho que a liderança sindical fez para manter todo mundo o mais seguro possível. A NFL precisa ouvir a nossa aliança e adotar as recomendações dos experts", disse JC Tretter, presidente da NFLPA (Associação de Jogadores da NFL).

Entre os jogadores que se manifestaram estão o quarterback do Seattle Seahawks Russel Wilson, que disse estar aflito pelo fato da sua mulher estar grávida. Teme pelo pior. "Estou preocupado. Minha esposa está grávida. Os training camps estão prestes a começar. E ainda não temos um plano claro sobre a saúde e segurança de jogadores e suas famílias. Queremos jogar, mas também queremos proteger aqueles que amamos", escreveu o atleta

Myles Garrett, do Cleveland Browns, já foi mais direto no discurso. "Se a NFL não fizer sua parte para garantir a saúde de seus jogadores, não tem futebol americano em 2020. Simples assim", disse. os Estados Unidos lideram o ranking das mortes e contaminados pela covid-19.

A NFL queria que cada time fizesse duas partidas na pré-temporada, mas após pressão da NFLPA, ficou decidido que não haverá jogos antes do início da competição. DeMaurice Smith, diretor executivo da NFLPA, que organiza o evento, disse que não valeria a pena arriscar a saúde dos atletas por causa de simples amistosos de preparação. "Participar de dois jogos em que os atletas voariam por todo os Estados Unidos, entrariam em campo, e tudo isso antes da temporada, não aumenta a probabilidade de começar e terminar a competição na hora certa", disse.

Normalmente, as equipes fazem quatro jogos de pré-temporada. A Liga sugeriu dois em razão da pandemia e depois sugeriu um. Mesmo assim, não teve êxito.

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