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Eleições 2022

União da sociedade em ato na Ufes é reação a ataques à democracia, dizem políticos

Leitura de carta pela democracia, na Ufes, contou com a presença de alguns candidatos nas próximas eleições; eles não discursaram, mas rebateram ataques feitos pelo presidente Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral brasileiro

Publicado em 11 de Agosto de 2022 às 21:27

Aline Nunes

Publicado em 

11 ago 2022 às 21:27
Leitura da carta pela democracia no Teatro Universitário da Ufes
Manifestantes se concentraram no Teatro Universitário para acompanhar a leitura da carta em defesa da democracia Crédito: Fernando Madeira
ato em defesa da democracia, realizado nesta quinta-feira (11) no campus de Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), com a leitura de uma carta subscrita por quase um milhão de pessoas no país, reuniu candidatos nas Eleições 2022 de vários partidos, particularmente aqueles com viés mais à esquerda do espectro político. Eles circularam entre o público, mas não discursaram. O ato, afinal, não era partidário.
União da sociedade em ato na Ufes é reação a ataques à democracia, dizem políticos
Porém, em contato com a reportagem de A Gazeta, reforçaram que a união da sociedade nas manifestações é uma resposta às falas golpistas e ataques à democracia e ao sistema eleitoral brasileiro, sobretudo por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Entre os candidatos ao governo do Estado, o capitão Vinicius Sousa (PSTU) foi o único que compareceu ao evento. Para ele, a manifestação na Ufes, à tarde, e no Centro de Vitória, pela manhã, bem como no restante do país, é uma resposta da população ao atual cenário político.
"É a reação popular às afrontas que têm sido dirigidas à democracia pelo sistema político como um todo, há tempos, e agora mais descaradamente por uma liderança que não tem o menor compromisso sequer com a decência, quanto mais com a civilidade", afirmou o capitão, numa referência a Jair Bolsonaro (PL), crítico contumaz do processo eleitoral. Os ataques do presidente e de grupos bolsonaristas ao sistema eleitoral brasileiro motivaram a elaboração da "Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito", lida em várias partes do país ao longo do dia. 
Também estiveram no campus da Ufes o candidato ao Senado pelo PSOL, Gilberto Campos, e a primeira suplente da chapa coletiva, Rafaella Machado.  "Mais do que nunca, no atual governo, devemos lembrar a importância da democracia. Vamos manter vivos movimentos como esse porque a democracia vai ser sempre atacada e precisamos defendê-la", sustentou Rafaella. 
O tom das declarações, tanto dos candidatos quanto dos representantes das entidades que participaram do ato, não tinha conotação político-partidária, mas enfatizava um posicionamento contrário ao atual governo federal. Em vários momentos, o público era instigado e gritava "Fora, Bolsonaro!"
O deputado federal Helder Salomão (PT), candidato à reeleição, destacou o fato de o movimento ser plural, independentemente de partidos. 
"Esse ato deve juntar todos os brasileiros e brasileiras que prezam pela democracia. É inadmissível que o presidente da República e seus aliados propaguem ideias e tenham atitudes que, na prática, representam ameaças. A democracia, com todas as limitações e possibilidades, é um regime que deve ser fortalecido em todo o mundo", frisou.
Também para o senador Fabiano Contarato (PT) é fundamental demonstrar que o movimento não decorre de uma sigla e que a defesa da democracia deve estar acima de partidos. O petista avalia ainda que, embora Bolsonaro tenha sido eleito pelo voto direto, o presidente não sabe viver democraticamente e, por isso, reiteradamente faz ataques.
"Ele já atacou a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), participa de movimentos antidemocráticos para fechar o Congresso e o STF (Supremo Tribunal Federal), reduz a participação da sociedade civil, criminaliza ONGs, ataca a imprensa, na verdade, é um autoritário num processo eleitoral  de um regime democrático."
Pela Ufes ainda passaram o candidato ao Senado Filipe Skiter (PSTU) e as vereadoras de Vitória Camila Valadão (Psol) e Karla Coser (PT), que vão disputar, respectivamente, uma vaga na Assembleia Legislativa e outra na Câmara Federal
Para o doutor em História Rafael Cláudio Simões, "o movimento representa a ideia presente em todo o Brasil sobre a necessidade de defender a democracia, as eleições, o sistema eleitoral com a urna eletrônica, as instituições nacionais que cuidam desse processo e que são responsáveis de modo geral pelos assuntos da república democrática."
Os cidadãos, prossegue Rafael Simões, estão mostrando àqueles que porventura querem tramar contra o processo eleitoral que não terão espaço e a sociedade está atenta. 
Apesar da grande mobilização em todo o país, o doutor em História considera que o movimento demorou a chegar às ruas. "As pessoas ficaram paradas, todos nós ficamos, como se tudo estivesse garantido. Como vimos em vários lugares do mundo, a democracia tem que ser cultivada, aprofundada, mas tem que ser garantida também. A gente teve retrocessos em outros países, a ameaça nos EUA. Demoramos, mas, enfim, a sociedade está acordando e recuperando um espírito que esteve presente numa frente pela democracia tal qual em 1984, na campanha das Diretas Já, que sempre será referencial de frente ampla pela democracia."
Da Transparência Capixaba - entidade que, entre outras atribuições, visa combater a corrupção - o professor da Ufes Luiz Cláudio Ribeiro avalia que o movimento é um "gesto para o futuro", sinalizando que o país deseja ser uma nação próspera, desenvolvida e onde as pessoas possam se sentir livres. "Para que isso aconteça, é necessário que elas tenham opção e isso só é possível com a democracia. que se renova e se constrói com eleições. Por isso somos a favor das eleições e das urnas", finaliza. 

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