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Eleições 2026

Qualificação para mulheres, jovens e idosos: o que candidatos ao governo do ES prometem para gerar empregos

A Gazeta reúne principais projetos apresentados nos planos de governo dos cinco nomes que disputam o Palácio Anchieta

Publicado em 15 de Setembro de 2026 às 14:45

Leticia Orlandi

Publicado em 

15 set 2026 às 14:45
As propostas dos candidatos ao governo do ES para o emprego
Breno, Helder, Pazolini, Demuner e Ricardo: propostas dos candidatos ao governo do ES para o emprego Arte AG

Ao mesmo tempo em que está com a taxa de desemprego no menor patamar desde 2012, o setor produtivo do Espírito Santo tem encontrado dificuldade para preencher vagas de trabalho. Chamado de “apagão de mão de obra”, esse fenômeno tem sido considerado um dos desafios para o Estado, que vive um momento de expansão da força de trabalho. 


Com investimentos previstos para movimentar a economia e gerar empregos no Estado nos próximos anos, o setor produtivo tem apontado que a falta de profissionais qualificados para ocupar as vagas abertas pode limitar o crescimento capixaba.


CONFIRA O PERFIL DE TODOS OS CANDIDATOS DO ES


Diante desse desafio, buscamos nos planos de governo o que os candidatos ao Palácio Anchieta estão propondo para a geração de emprego e renda no Estado. A lista inclui ações para a formação de jovens e a qualificação de mulheres e de profissionais com mais de 40 anos e até aqueles acima de 60 anos. 


Para conferir cada uma das propostas de cada um dos candidatos, o eleitor também pode acessar o Compare e Vote, que permite checar os planos lado a lado, em 12 áreas estratégicas. Basta selecionar o cargo (governador ou presidente), os adversários e o tema. 


Veja abaixo:

Abaixo, confira as proposições dos cinco nomes que disputam o governo do Estado, constantes nos planos de governo registrados na Justiça Eleitoral (em ordem alfabética): 

Breno Barcelos (Missão)

O plano de governo do candidato prevê a criação de programas de conexão entre jovens formados em ensino técnico e o setor produtivo. Essa é a única proposta prevista no plano de governo para a área.

Helder Salomão (PT)

Entre as seis propostas do candidato do PT para o emprego está o desenvolvimento de programas estaduais de qualificação de mulheres e parceria para a contratação delas. O plano também envolve ações para jovens se inserirem no mercado de trabalho, especialmente no primeiro emprego. Há ainda projetos para aumentar a empregabilidade da população idosa. 


Com o objetivo de estimular o empreendedorismo, o plano de governo do petista propõe criar centros periféricos de produção digital para impulsionar o empreendedorismo coletivo juvenil e a geração de valor local, conforme as metas de competitividade e novos mercados da estratégia digital. O foco reside em estruturar o cooperativismo de plataforma para conter a precarização laboral no ambiente virtual. 

Lorenzo Pazolini (Republicanos)

No programa de governo do ex-prefeito de Vitória, há uma proposta para o emprego, que é de criar autonomia e oportunidades para a força de trabalho feminina. O plano promete ampliar a política para mulheres, indo além do enfrentamento à violência e integrando qualificação profissional, emprego, empreendedorismo, acesso ao crédito e ações de saúde da mulher ao longo de todas as fases da vida, de forma a fortalecer a autonomia e a independência delas.

Rafael Demuner (UP)

Apresenta no seu plano de governo 11 propostas na área. Entre os planos do candidato está uma política de geração de emprego para a juventude, com formação profissional. Para os servidores públicos, propõe reduzir a jornada da categoria para 36 horas semanais. Também promete reajuste salarial acima da inflação. Outro plano é a criação do salário mínimo capixaba, no valor de R$ 3.242.

Ricardo Ferraço (MDB)
No plano de governo do candidato à reeleição há cinco propostas envolvendo a área. Entre as proposições, está a de implantar o mapa das profissões do futuro. O objetivo é identificar demandas regionais de mão de obra para orientar as políticas de formação profissional conectadas às necessidades reais das empresas, para reduzir o descompasso entre formação profissional e mercado de trabalho. Entre as propostas está também a criação de um programa para requalificar profissionais com mais de 40 anos.

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