Com declarações focadas em eficiência de gestão, Lorenzo Pazolini (Republicanos), candidato ao governo do Espírito Santo, prometeu redução de gastos, priorização de investimentos e cortes de cargos comissionados caso seja eleito para o comando do Estado nas Eleições 2026.
Em entrevista nesta terça-feira (15) ao Gazeta Meio Dia, da TV Gazeta, o ex-prefeito de Vitória também tratou da saúde, segurança e educação, com a perspectiva de melhorias nessas áreas por meio de iniciativas como a expansão de escolas em tempo integral, políticas públicas integradas e valorização profissional.
Durante a sabatina, Pazolini fez inúmeras referências à sua gestão em Vitória e aos resultados positivos obtidos, para tentar traçar um paralelo com o que pretende executar em todo o Espírito Santo. Mas a jornalista Rafaela Marquezini lembrou o candidato de que a administração de uma cidade é bastante diferente de comandar um Estado inteiro.
Ainda assim, o ex-prefeito defendeu que há medidas que podem ser implementadas em ambas as esferas administrativas. Ele citou o corte de comissionados e a priorização da destinação dos recursos, quando questionado sobre de onde pretende retirar o dinheiro para a construção de presídios, hospitais e outros investimentos listados em seu plano de governo.
Não é processo de gasto, é investimento. Os recursos já estão em caixa. É, dentro do orçamento, fazer as políticas públicas acontecerem. Não é tributar mais, mas realocar o que está previsto e priorizar a vida das pessoas.
Lorenzo Pazolini candidato ao governo do ES
Pazolini não fez estimativa de valores no plano de governo para a execução de seus projetos nem previsão ao ser indagado sobre o assunto, mas disse acreditar que o tamanho do orçamento do Estado, somado às medidas de gestão, será suficiente para implementá-los.
Apontada pelos eleitores como a área que causa mais preocupação, a segurança pública é também prioridade para Pazolini, que já atuou como delegado da Polícia Civil no Estado. Assim como na sabatina realizada por A Gazeta e CBN Vitória, ele apontou defasagem no número de profissionais que atuam na corporação – negada pelo governo – e a necessidade de recomposição dos quadros.
O candidato do Republicanos propõe, ainda, uma atuação não apenas de repressão, mas de ocupação de territórios, levando educação, saúde, cultura e assistência social para prevenir que jovens ingressem na criminalidade.
Questionado sobre o uso de câmeras nas fardas, que não está previsto no plano de governo, Pazolini disse ser favorável à expansão do projeto que já vem sendo executado pela atual gestão, mas argumentou que não pode ser adotado por 100% dos policiais porque há situações sensíveis em que, para proteção de eventuais vítimas, o equipamento não deve ser usado.
Sobre projetos em educação, Pazolini avalia que a expansão da oferta de turmas em tempo integral é fundamental para melhorar o desempenho dos alunos de toda a rede. O candidato também fala sobre a importância da parceria com os municípios para, entre outros projetos, ampliar a capacidade das gestões municipais de atender o público da educação infantil.
O republicano defende um processo de valorização profissional, com melhoria salarial e da infraestrutura escolar. Além disso, ele promete a realização de concurso público.
No campo político, Pazolini foi perguntado se é confortável ser apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República contra quem há inúmeras acusações, inclusive com suspeitas sobre sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O ex-prefeito, cuja candidatura está na coligação composta pelo PL, não respondeu diretamente ao questionamento. Falou da própria conduta, de sempre combater a ilegalidade. Disse ainda que investigações precisam ser realizadas e lembrou da competência de cada instituição para a apuração de denúncias. Rafaela Marquezini insistiu na pergunta, mas o candidato não falou se está confortável com o apoio de Flávio Bolsonaro.
"O que eu respondo é que, até que haja trânsito em julgado, ninguém pode ser condenado", afirmou Pazolini numa referência às acusações impostas ao senador.
Tema em evidência entre os bolsonaristas, os atos de 8 de janeiro de 2023 também não são considerados um golpe para Pazolini. Durante a entrevista, ele defendeu a ideia de que os participantes dos eventos daquela data deveriam ser responsabilizados por dano ou dano qualificado e que as penas deveriam ser proporcionais a essas condutas.
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