Durante ato de campanha em que discursou para integrantes do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Espírito Santo (Sindepes), o governador Ricardo Ferraço (MDB) negou que os quadros da instituição estejam defasados. Candidato à reeleição, o chefe do Executivo estadual rebate acusações do concorrente Lorenzo Pazolini (Republicanos) que, em sabatina de A Gazeta e CBN Vitória, apontou para um déficit de 40% do efetivo da instituição e disse que nem todos os aprovados em concurso estariam sendo chamados para preencher as vagas.
A manifestação de Ricardo foi publicada em redes sociais, em que também foram destacados investimentos do atual governo na segurança pública e, particularmente, na Polícia Civil. Nesse contexto, apontou a correção salarial de delegados que, em final de carreira, recebiam R$ 18,1 mil em 2018 e, agora, têm remuneração de R$ 37,9 mil.
Também pontuou que o investimento na Polícia Civil na gestão anterior foi da ordem de R$ 1,4 milhão e, na atual administração — iniciada com Renato Casagrande (PSB) —, chega a R$ 237 milhões, atribuindo os valores aos registros do Sistema Integrado de Gestão das Finanças Públicas do Espírito Santo (Sigefes).
Na publicação, o governador afirma, ainda, que o quadro de delegados está praticamente completo: de 323 vagas autorizadas, 322 estão ocupadas e há, no momento, 287 profissionais em atividade e outros 35 em formação.
Ricardo diz também que a Polícia Civil vai superar 90% do quadro autorizado de oficiais e investigadores e, assim, descreveu o cenário:
- 329 policiais incorporados;
- 1.052 vagas abertas em concurso para oficiais e investigadores;
- 50% do efetivo será nomeado em dezembro;
- recomposição concluída até junho de 2027.
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