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Sem benefício

Nas redes sociais, Casagrande diz que não dará abono aos professores do ES

Ao responder a pergunta de seguidora no Facebook, o governador disse que a 'situação fiscal' do Estado não permite a concessão do benefício

Publicado em 29 de Outubro de 2019 às 15:42

Redação de A Gazeta

Publicado em 

29 out 2019 às 15:42
Em resposta a uma seguidora, Casagrande afirma que não haverá abono para professores Crédito: Reprodução/Facebook
O governador Renato Casagrande (PSB) informou, em suas redes sociais, que o Estado não concederá abono para professores neste ano. A justificativa para o não pagamento do benefício é o arrocho fiscal.
A informação foi publicada no Facebook de Casagrande, nesta segunda-feira (28), em uma postagem na qual ele parabenizava os servidores públicos por seu dia. Ao responder a pergunta de uma de suas seguidoras, que questionou se haveria pagamento do abono salarial aos educadores, o perfil do governador respondeu: "Não. Não teremos abono. A situação fiscal não permitirá".
O questionamento foi específico para professores e não ficou claro na resposta do governador do Estado se a medida se estenderá para outras categorias do serviço público estadual. 
De todo modo, o governador garantiu que outras melhorias para a categoria estão sendo providenciadas. "Mas, esteja certa de que todas as formas de diálogo e melhorias nas condições de trabalho serão exercidas. E, no que puder, melhores condições também de salário", disse.

"CALMA"

No entanto, questionado sobre o fato nesta terça-feira (29) durante a visita do ministro da Justiça, Sergio Moro, o governador afirmou que ainda não houve debate sobre o assunto. "Vamos conversar com calma", ponderou. A Gazeta demandou o governo estadual para saber se a negativa do abono está confirmada para todos os servidores do Executivo estadual.  As respostas ainda não foram encaminhadas à reportagem. 
Em 2018, no último ano da gestão do ex-governador Paulo Hartung, o abono de fim de ano para 90 mil servidores estaduais foi de R$ 1,5 mil, representando um impacto de R$ 135 milhões no Estado. Já em 2017, o benefício foi de R$ 1 mil para cada um.
Os últimos anos em que não houve concessão de abono salarial em razão de dificuldades de caixa foram 2015 e 2016, também no governo Hartung. No último ano do primeiro governo Casagrande, em 2014, o valor do abono para os servidores foi de R$ 700.

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