“Estamos abertos a conversar.” É o que afirmou o deputado federal Helder Salomão (PT), pré-candidato ao governo do Espírito Santo, sobre a possibilidade de diálogo com o PSD. No início desta semana, o PSD afastou-se do compromisso firmado há cerca de dois meses de apoiar Lorenzo Pazolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória, na disputa pelo comando do Executivo estadual.
Em conversa com o colunista Vitor Vogas nesta quinta-feira (23), o petista disse que, “possivelmente”, será agendada uma reunião “nos próximos dias ou nas próximas horas” com o presidente estadual do PSD, Renzo Vasconcellos, prefeito de Colatina. Renzo anunciou que a legenda estaria aberta ao diálogo com todos os pré-candidatos ao governo do Estado.
(Ainda) não conseguimos (conversar), porque eu estava no interior e surgiram outras demandas. Possivelmente, marcaremos nos próximos dias ou nas próximas horas. O que eu disse para o prefeito Renzo é que estamos abertos a conversar. Estamos chegando às convenções e definiremos qual será o tamanho da nossa composição política.
Helder Salomão, deputado federal e pré-candidato ao governo do Estado
Indagado sobre a viabilidade de uma coligação com o PSD, que é o abrigo partidário de adversários do PT tanto em nível estadual quanto nacional, o deputado federal afirmou que essa questão ainda será analisada. “Não posso adiantar, porque não sabemos o que eles efetivamente querem conversar.”
Vale lembrar que o PSD tem como pré-candidato à presidência o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, crítico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, o PSD, como pontua Helder, não tem uma posição unificada no país, variando as alianças estadualmente.
“Nós abrimos essa possibilidade de conversar porque o PSD em alguns estados está com Lula. E tem estados em que o PSD é oposição ao Lula. Não é um partido que se posiciona nacionalmente com posição unificada. A primeira coisa que queremos saber efetivamente é qual a linha que o PSD vai apresentar no Espírito Santo.”
Enquanto a reunião não é agendada e discussões sobre formação de chapa não são abertas, Helder se diz disposto “a ouvir” o que Renzo, orientado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tem a dizer. Cabe ressaltar que ambos os partidos têm candidatos ao Senado: Fabiano Contarato (PT) e Sérgio Meneguelli (PSD).
“Primeiro vou ouvir, porque a iniciativa foi deles. Temos interesse, obviamente, em fazer uma conversa política muito transparente e responsável. Eles conhecem muito bem nossa posição política, nosso alinhamento com o presidente Lula. Renzo, inclusive, disse que o Kassab o orientou a nos procurar.”
A reviravolta do PSD
O PSD afastou-se da aliança com o ex-prefeito de Vitória e, como informou a coluna Letícia Gonçalves, avisou que tem tamanho "para lançar candidatura própria ao governo e ao Senado", depois que o PL do senador Magno Malta subiu no palanque de Pazolini.
Diante dos impasses, Renzo afirmou que abriria diálogo com todas as frentes, incluindo Helder. Começou, na quarta-feira (22), encontrando-se com o governador Ricardo Ferraço (MDB), pré-candidato à reeleição.
Segundo a coluna Vitor Vogas, o prefeito manifestou o interesse do PSD em participar da chapa de Ricardo – ocupando espaços, mas nenhuma decisão foi tomada.
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