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Casagrande diz que assassinatos de Dom e Bruno causam indignação

Governador capixaba cobrou que autoridades elucidem o caso e prestou solidariedade às famílias. PF descartou que crime tenha mandante ou tenha ligação com facões

Tempo de leitura: 3min
Bruno Pereira e Dom Phillips
Bruno Pereira e Dom Phillips. Crédito: Redes sociais/Reprodução

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, se manifestou nesta sexta-feira (17) sobre os assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira no Vale do Javari, no Amazonas. Casagrande desejou força aos familiares e cobrou que as autoridades elucidem o episódio.

Na publicação feita no Twitter, o governador afirmou que o crime "nos comove e nos indigna". Ele destacou que Dom e Bruno eram dedicados na proteção dos povos indígenas e do maio ambiente, "luta que deve ser de todos nós", segundo Casagrande.

O caso ganhou repercussão internacional. Após vários dias de desaparecimento dos dois, na última quarta-feira (15) foram encontrados os restos mortais que seriam das vítimas.

Nesta sexta-feira, a Polícia Federal confirmou que os restos mortais encontrados na região do Vale do Javari, no Amazonas, são do jornalista britânico Dom Phillips.

A análise feita pelo Instituto Nacional de Criminalística de Brasília confirmou a identidade do repórter. Os peritos fizeram exames na arcada dentária e usaram técnicas de antropologia forense, que analisa características físicas, como estrutura óssea.

"Encontram-se em curso os trabalhos para completa identificação dos remanescentes, para a compreensão das causas das mortes, assim como para indicação da dinâmica do crime e ocultação dos corpos", diz um trecho do comunicado divulgado pela PF.

Os restos mortais foram localizados pela equipe na última quarta-feira, 15, a cerca de três quilômetros do rio Itaguaí. Os policiais levaram o pescador Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, até a região e ele apontou onde teria enterrado os corpos do jornalista e do indigenista Bruno Pereira. Os restos mortais foram então transportados para Brasília, onde estão sendo feitos os exames.

Os peritos trabalham agora na identificação de Bruno. O Estadão apurou que o trabalho deve envolver a análise de DNA.

INVESTIGAÇÕES DESCARTAM MANDANTE

Mais cedo, os investigadores informaram que os assassinos agiram sozinhos e que o crime não teve um mandante. O envolvimento de facções criminosas também foi descartado.

As linhas de investigação foram consideradas inicialmente tanto por causa do trabalho desenvolvido por Bruno, que orientava moradores a denunciar irregularidades nas reservas indígenas, quanto pela presença de traficantes de drogas e armas, caçadores ilegais, madeireiros e garimpeiros na região.

Os policiais federais desconfiam, no entanto, que mais pessoas tenham participado do assassinato. Até o momento, estão presos Pelado e o irmão dele, Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos. A corporação avalia novas prisões nos próximos dias.

A Univaja, entidade para a qual o indigenista Bruno Pereira prestava serviços ao ser assassinado na Amazônia, criticou que a PF tenha descartado crime de mando na investigação.

"Com esse posicionamento, a PF desconsidera as informações qualificadas, oferecidas pela Univaja em inúmeros ofícios, desde o segundo semestre de 2021", diz um trecho do comunicado divulgado pela entidade.

A manifestação diz ainda que Bruno se tornou alvo de um grupo criminoso responsável pela invasão de terras indígenas na região. Segundo a Univaja, Pelado e dos Santos fazem parte dessa quadrilha. A nota relata ainda que outros integrantes da Univaja receberam ameaças de morte.

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