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Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 19:06
Após a morte do cabo da Polícia Militar Mariusom Marianelli Jacintho, de 35 anos, neste sábado (3), o comandante-geral da corporação, coronel Douglas Caus, afirmou acreditar que o Poder Judiciário e o Ministério Público farão justiça. O chefe da PM destacou a trajetória do militar que acabou morrendo dias após ser agredido em um posto de combustíveis em Vila Velha, garantiu amparo à família da vítima e comentou sobre a prisão do agressor.>
Coronel Douglas Caus
Comandante-geral da PMO ataque aconteceu no dia 26 de dezembro. Desde então, o cabo estava internado no Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória, em estado considerado crítico. O militar sofreu traumatismo craniano e apresentava edema cerebral.>
Mariusom trabalhava no quartel da PM em Maruípe, na Capital capixaba. Ele integrava a corporação havia 11 anos e era formado em Direito e Letras, além de possuir pós-graduações. Colegas de farda descrevem o cabo como “uma pessoa extremamente prestativa e profissional”.>
A Polícia Civil informou que o inquérito policial, presidido pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, tem previsão de ser concluído e encaminhado ao Poder Judiciário na próxima semana. “Após a realização das últimas diligências previstas, o investigado deve ser indiciado pelo crime de homicídio qualificado”.>
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O homem que agrediu o cabo da PM foi identificado como Kennedy Thaumaturgo Rocha Junior, de 51 anos. Ele foi preso no dia 28 de dezembro. Antes disso, enquanto ainda era procurado pela polícia, a Associação das Praças da Polícia e do Corpo de Bombeiros Militares do Espírito Santo (Aspra-ES) chegou a anunciar uma recompensa de R$ 10 mil por informações que auxiliassem na localização do agressor.>
A delegada Gabriela Enne, do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), informou que, inicialmente, o suspeito tentou deixar a Grande Vitória após o crime, mas depois decidiu se entregar. Ele foi encaminhado ao presídio de Viana, também na Grande Vitória, após prestar depoimento.>
Procurado, o advogado Anderson Burke, que faz a defesa de Kennedy, manifestou profundo pesar e solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de farda do PM. “Neste momento de dor e luto, qualquer consideração só pode existir a partir do respeito à memória da vítima e ao sofrimento de seus familiares”.>
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