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Publicado em 29 de setembro de 2021 às 21:18
Chefe de uma organização criminosa, um homem de 34 anos foi preso na última segunda-feira (27), em Minas Gerais. Ele é suspeito de ter aplicado dezenas de golpes e de estar montando uma falsa unidade de call center em Marataízes, na Região Sul do Espírito Santo, para fazer mais vítimas em todo o país. >
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil mineira, é possível que o suspeito tenha prejudicado mais de 100 pessoas e ele já estava em buscas de mais alvos em território capixaba. Com o dinheiro obtido por meio dos crimes praticados nos últimos anos, o homem ostentava uma vida luxuosa no Estado.>
Pode ser o prejuízo causado pelo suspeito às vítimas, segundo a Polícia Civil de MG
Para aplicar os golpes, o suspeito possuía empresas nos ramos de veículos, construção civil e loteamentos. O intuito era de vender consórcios e nunca entregar o bem prometido às vítimas. O dinheiro obtido desta forma era ocultado em nomes de laranjas, ou seja, sob dados de terceiros para evitar fiscalização. >
"Juntamente aos demais integrantes da organização criminosa, ele captava clientes, que faziam os pagamentos integrais das parcelas ou efetuavam os lances. Porém, estes não eram contemplados com o prêmio contratado, constatando a fraude", detalhou a Polícia Civil de Minas Gerais nesta terça-feira (28).>
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Polícia Civil de Minas Gerais
Em comunicado divulgado nessa terça-feira (28)“O suspeito utilizava de empresas administradas por ele (Ubá Motos, Ubá Construtora e Sorte Certa) para aplicar os golpes. Quem fez negócio com essas empresas e se sentiu lesado, busque a Polícia Civil para que as providências sejam tomadas", orientou a delegada Deise Fernandes. >
As investigações começaram há mais de um ano e resultaram na Operação Azar Certo, deflagrada nesta semana. Além do mandado de prisão contra o suspeito, 14 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades mineiras de Ubá, Juiz de Fora e São Sebastião (onde o homem foi preso) e em Marataízes (ES).>
Atualmente à frente da investigação, o delegado Douglas Mota ressaltou que a operação foi importante para "tirar de circulação o suspeito e angariar informações sobre o patrimônio dele, dos membros da organização e de quem oculta os bens, visando o ressarcimento das vítimas e reparação dos danos".>
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