Publicado em 7 de maio de 2021 às 12:33
- Atualizado há 5 anos
Moradores do bairro Cidade Pomar, na Serra, fizeram um protesto na manhã desta sexta-feira (7) pedindo justiça para a morte de um rapaz identificado como Vanderson Araújo, 21 anos. Revoltados, os manifestantes colocaram fogo em pneus e outros objetos para fechar as ruas do bairro. O comércio do bairro amanheceu com as portas fechadas. >
No local, moradores falaram para a reportagem que o comércio não abriu em homenagem ao rapaz, que era querido no bairro. Já a Polícia Militar informou que foi um toque de recolher imposto por criminosos da região. Por volta das 12h, policiais militares foram ao local para dispersar o protesto dos moradores e liberar as vias do bairro. O Corpo de Bombeiros também foi ao local para acabar com o fogo.>
Por volta das 14h, o protesto havia terminado e as ruas do bairro Cidade Pomar já estavam liberadas. No entanto, a presença da PM seguia reforçada na região. Os policiais militares também fizeram buscas em áreas de vegetação, mas não localizaram nenhum suspeito ou material ilícito.>
Segundo a Polícia Militar informou à reportagem da TV Gazeta, Vanderson estava em uma moto por volta de 1h da madrugada desta sexta, junto com a namorada, uma adolescente de 14 anos, quando PMs, em ronda pelo bairro, suspeitaram da forma como ele estava andando com a moto, momento em que os policiais deram voz de parada para o rapaz, que teria desobedecido.>
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Ainda de acordo com a PM, começou uma perseguição e houve uma batida entre a viatura dos policiais e a moto que era conduzida por Vanderson. Segundo a PM, neste momento, Vanderson, que estaria armado, teria se levantado e feito menção de atirar contra os policiais. Com essa reação, um policial atirou e acabou baleando Vanderson. Ele chegou a ser socorrido pelos policiais, mas não resistiu e morreu.>
Segundo o capitão Tales, da PM, Vanderson tinha passagem na polícia por tráfico de drogas e também pelo crime de receptação.>
No bairro, moradores de Cidade Pomar negam a versão da PM de que Vanderson estaria armado. Segundo algumas pessoas contaram para a reportagem da TV Gazeta, o rapaz era padeiro, estava trabalhando atualmente e não tinha envolvimento com crimes. "Ele não estava armado, ele trabalhava na padaria com a mãe dele, nunca teve atrito com ninguém", contou uma moradora, que não quis se identificar. >
Um familiar de Vanderson, que preferiu não ser identificado, garantiu que não houve pedido de parada. "Os policiais viram eles, não abordaram, não ligaram a sirene, só jogaram o carro em cima. Ele e a namorada caíram no chão. Ela garantiu que ele não estava armado e que não deu fuga. Tenho certeza que ele não ia colocar a vida dele e da namorada em risco", contou.>
"No passado, ele teve algumas passagens (pela polícia), mas mudou de vida. Ele estava trabalhando junto com a família na padaria. Era um menino bom e honesto. Agora, o que nós esperamos é justiça. Isso não pode ser mais um crime que acontece e fica impune. Queremos justiça, porque foi uma bruta de uma covardia o que fizeram com ele", afirmou.>
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