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Menina que engravidou após estupro há 2 anos no ES mudou de nome e de endereço

Com a repercussão do caso e após ter dados pessoais expostos na internet, a família da menina aceitou participar do Provita, que prevê apoio como mudança de identidade e de endereço

Tempo de leitura: 2min
Publicado em 27/06/2022 às 10h46

A gravidez após estupro voltou a ser assunto no Brasil nos últimos dias por conta da menina de Santa Catarina vítima de violência sexual impedida de fazer o aborto legal por uma juíza e do caso relevado pela atriz Klara Castanho, que teve informações pessoais vazadas na internet. Há dois anos, um caso semelhante chocou o país.

Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros, da Universidade de Pernambuco (Cisam/UPE), localizado no Recife
Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros, da Universidade de Pernambuco (Cisam/UPE), localizado no Recife, onde a menina passou pelo procedimento. Crédito: Luna Markman/GloboNews

Um homem de 33 anos estuprou e engravidou a sobrinha de 10 anos em São Mateus, no Espírito Santo. A gestação da menina foi interrompida com autorização da Justiça. Com a repercussão do caso e após ter dados pessoais expostos na internet, a família da menina aceitou participar do Programa de Apoio e Proteção às Testemunhas, Vítimas e Familiares de Vítimas da Violência (Provita), oferecido pelo governo do Espírito Santo, e que prevê apoio como mudança de identidade e de endereço.

A vítima é do interior capixaba, mas precisou viajar até Recife para interromper a gestação. Manifestantes ligados a religiões protestaram do lado de fora da unidade de saúde em que o procedimento foi realizado.

Suspeito de estuprar menina de 10 anos chegando ao Dml, em Vitória. O suspeito foi preso na cidade de Betim/MG e encaminhado para o Dml.
Preso acusado de estuprar a sobrinha de 10 anos em São Mateus. Crédito: Vitor Jubini

O ato, organizado por um grupo contrário ao aborto, teve início após uma publicação da extremista de direita Sara Giromini nas redes sociais, divulgando o nome da criança e o hospital em que ela estava internada. A divulgação dessas informações contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O tio da menina foi preso em Betim, em Minas Gerais. O homem está preso desde 18 de agosto de 2020 e um exame de DNA confirmou que ele estuprou e engravidou a criança. Ele foi condenado a 44 anos, três meses e cinco dias de prisão. O caso está em segredo de Justiça.

*Com informações do g1 ES.

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