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Contou na escola

Menina que denunciou estupro em Vila Velha diz que engravidou do padrasto

Adolescente de 13 anos afirma que mãe e suspeito a fizeram tomar chás abortivos; homem confessou o crime, e mãe afirmou que sabia dos abusos
Júlia Afonso

Publicado em 

22 nov 2024 às 13:11

Publicado em 22 de Novembro de 2024 às 13:11

O caso da menina de 13 anos que contou sobre estupros que sofria dentro de casa em Vila Velha fica cada vez mais absurdo. A adolescente revelou para a Guarda Municipal que chegou a engravidar do padrasto, e foi obrigada por ele e pela mãe a tomar chás abortivos. Essa situação teria acontecido há cerca de um mês, mas veio à tona agora, pois, na última quinta-feira (21), a garota se sentiu segura na escola e contou para o diretor, que acionou as autoridades. 
"Ela explicou que estava grávida havia uns meses e eles a obrigaram a fazer uso de chás abortivos. Não sabemos precisar muito bem com quantos meses ela estava, mas aparentemente (o aborto) aconteceu há cerca de um mês", detalhou a Inspetora Lara Paiva, da Guarda Municipal de Vila Velha, que atendeu a ocorrência. Segundo relato da menina à corporação, ela sofria os abusos havia pelos menos um ano.
A mãe disse ao repórter Diony Silva, da TV Gazeta, que o suspeito não é pai biológico da garota, mas cria a menina desde os dois anos. Ela e o marido foram presos e autuados em flagrante por "provocar aborto sem o consentimento da gestante e por estupro de vulnerável majorado. Ambos foram encaminhados ao Centro de Triagem de Viana (CTV)".

Contou na escola

A menina contou sobre os abusos ao diretor e à pedagoga da escola onde estuda, em Vila Velha. Mãe e padrasto foram chamados na unidade de ensino e confessaram. Segundo o boletim de ocorrência da Guarda Municipal, o homem alegou que praticava os estupros "de forma recorrente", e a mãe falou que sabia, mas nunca denunciou por medo.
"Não tem a ver com medo de agressão, com Lei Maria da Penha, não. A mãe nos informou que esse homem teria prints de mensagens de relações extraconjugais da esposa, e que por conta disso ameaçava mostrar para a família dela"
Inspetora Lara Paiva - Guarda Municipal de Vila Velha
Os dois foram levados para a Delegacia Regional de Vila Velha. Ao todo, a mulher disse ter cinco filhos. Três deles, de três, seis e nove anos, estavam sozinhos em casa, por isso, o Conselho Tutelar foi até a residência e pegou as crianças, que foram deixadas sob os cuidados de uma tia. 

Relato dos criminosos

Depois de ser autuado na delegacia, o casal foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Vitória, antes de ir ao presídio. Lá, eles conversaram com a TV Gazeta. O padrasto disse que a menina teria "tramado isso contra ele". Já a mãe revelou que sabia dos abusos desde agosto, e que teria se separado do homem. Apesar disso, os dois vivam na mesma casa e tinham uma vida de casal perante a sociedade.
Ela ainda declarou ao repórter Diony Silva que flagrou conversas do padrasto com a filha no celular e ficou irritada, quebrando o aparelho. A mulher também confirmou que nunca denunciou, pois o marido tinha provas de mensagens da esposa com outros homens, e ameaçava mostrar esses prints para a família dela.

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