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Glória Perez se manifesta sobre o caso Gabriela Chermont no ES

Processo se arrasta há décadas e julgamento tem série de adiamentos. "A espera por Justiça é maior que o tempo de vida que Gabriela teve, que morreu aos 19 anos", disparou

Publicado em 03/10/2019 às 14h18
Gloria Perez, escritora, produtora e roteirista brasileira. Crédito: Instagram
Gloria Perez, escritora, produtora e roteirista brasileira. Crédito: Instagram

Após sucessivos adiamentos do julgamento do caso Gabriela Chermont, processo que se arrasta há mais de duas décadas na Justiça capixaba, a roteirista e autora brasileira Glória Perez se posicionou sobre o assunto nas redes sociais. De acordo com ela, as lei criminais brasileiras "parecem ter sido feitas para atender à impunidade, diante da possibilidade de diversos recursos que permitem atrasar um julgamento".

Gabriela Chermont foi encontrada morta no dia 21 de setembro de 1996, sob suspeita de ter sido jogada da sacada do 12º andar de um apart hotel na Mata da Praia, em Vitória, pelo ex-namorado à época, Luiz Claudio Ferreira Sardenberg, que é réu no processo. De modo semelhante, Daniella Perez, atriz e filha da escritora e produtora global, foi brutalmente assassinada por um companheiro de cena, Guilherme de Pádua, que já cumpriu pena pelo crime.

Gloria Perez posta foto em memória da filha, Daniella Perez, brutalmente assassinada em 1992. Crédito: Instagram
Gloria Perez posta foto em memória da filha, Daniella Perez, brutalmente assassinada em 1992. Crédito: Instagram

Glória Perez

Sobre o caso Gabriela Chermont

"Há uma mãe, há uma família esperando esse desfecho e vivendo gangorra emocional do marca e desmarca. Quantos estarão vivos quando esse júri acontecer, se é que ele vai chegar a acontecer um dia? Gabriela tinha 19 anos quando morreu, em 1996. Como diz seu primo Leo, a espera pela justiça tem mais tempo do que ela teve de vida"

"A JUSTIÇA ABUSOU DO DIREITO DE FALHAR"

 

Em entrevista para A Gazeta, Gloria diz que sabe bem o que é a espera de Eroteides Regattieri, mãe de Gabriela. “Esperei cinco anos, e posso imaginar o que seria esperar 23, como está acontecendo com essa família. O julgamento não arranca a dor de dentro de você, mas fecha um ciclo, seja qual for o resultado. Enquanto ele não acontece, você não consegue juntar os cacos, não consegue o silêncio necessário para viver o luto”, iniciou.

“Toda justiça tardia é falha, e nesse caso, a Justiça abusou do direito de falhar. Sei o que custam anos de espera para a família atingida: abalos emocionais, doenças, mortes antecipadas. É injusto demais que as nossas leis não levem nada disso em conta”.

Segundo ela, mesmo contra tudo e todos, Eroteides resiste e segue na luta para que um dia seja diferente. “Ela segue para que outras mães não tenham que passar pelo que está passando. E estaremos caminhando com ela”, finalizou.

assassinato

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