Reporter / [email protected]
Repórter / [email protected]
Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 07:28
- Atualizado há 2 horas
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, usou as palavras “crime” e “covardia” para classificar as agressões praticadas pelo soldado da Polícia Militar (PM) Marcelo Ramos Araújo, de 32 anos, contra a companheira, no bairro Jardim Camburi, em Vitória, no último sábado (21). O policial foi preso. Em publicação nas redes sociais, na noite de domingo (22), o chefe do Executivo estadual afirmou que determinou a imediata investigação do caso.>
A agressão ocorreu após um bloco de carnaval. Segundo a ocorrência, Marcelo agrediu a companheira, de 26 anos — também soldado da PM — e outros policiais que intervieram para impedir as agressões, no estacionamento de um atacarejo.>
A vítima estava dentro de um carro, de onde foi retirada à força pelas pernas pelo militar e caiu de costas no chão. Imagens mostram ainda o policial dando um tapa no rosto da mulher, até a chegada de outras pessoas para contê-lo.>
A PM informou que foi acionada para atender a uma ocorrência de briga generalizada no estacionamento do estabelecimento. Ao chegar ao local, a equipe identificou dois soldados envolvidos na confusão e uma terceira pessoa que tentava impedir as agressões. Seguranças do atacarejo também tentaram conter o agressor.>
>
“Ao tentar intervir na situação, foi dada ordem de parada ao soldado Marcelo, que se encontrava extremamente alterado, demonstrando elevado desrespeito para com a guarnição de serviço, empurrando os militares na tentativa de continuar agredindo a soldado”, relataram os policiais no boletim unificado.>
De acordo com a corporação, como Marcelo permanecia agressivo, foi necessário o uso de bastão e spray de pimenta para contê-lo. Ainda segundo os militares, o soldado xingou e ameaçou os colegas de morte, momento em que recebeu voz de prisão.>
Sem conseguir contê-lo inicialmente, a equipe solicitou apoio de outra guarnição. Os policiais tentaram dialogar com o soldado, que se mantinha exaltado e agressivo, e chegou a dar um soco em um dos militares para evitar ser algemado, quebrando os óculos do agente. O suspeito foi contido por quatro policiais e encaminhado à 1ª Delegacia Regional de Vitória.>
A Polícia Civil informou que Marcelo foi autuado em flagrante por lesão corporal, injúria e ameaça, todas com base na Lei Maria da Penha, além de ameaça, resistência e desacato. Em seguida, ele foi encaminhado ao presídio militar, no Quartel do Comando-Geral da PM, no bairro Maruípe, em Vitória.>
A reportagem de A Gazeta tenta localizar a defesa do soldado e deixa este espaço aberto para manifestação. >
A vítima relatou à PM que Marcelo já havia se afastado dela anteriormente e que tentou contato diversas vezes, sem sucesso. Quando se reencontraram, o soldado a retirou de forma brusca do carro e passou a agredi-la.>
A policial afirmou ainda que as agressões e ameaças são frequentes e que Marcelo exerce controle sobre sua vida financeira mediante ameaças de morte ou de deixá-la aleijada. Segundo o boletim de ocorrência, ele afirmava que atiraria na mão e no joelho da vítima — ameaças que teriam sido comprovadas por mensagens de WhatsApp.
>
A Polícia Militar informou que o soldado está preso, à disposição da Justiça, e deve passar por audiência de custódia. Segundo a corporação, a vítima solicitou medida protetiva de afastamento. >
A PM informou ainda que a Corregedoria vai instaurar um Inquérito Policial Militar (IPM) para apuração rigorosa dos fatos. O caso será encaminhado ao Ministério Público Militar e à Auditoria de Justiça Militar, responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização das medidas legais cabíveis.>
“Os possíveis enquadramentos no Código Penal Militar serão avaliados no curso das investigações. Havendo comprovação de irregularidades, o policial poderá sofrer as sanções administrativas e penais previstas em lei, incluindo a possibilidade de exclusão da corporação, conforme o resultado das apurações. A Polícia Militar do Espírito Santo reafirma que todas as ocorrências são apuradas com responsabilidade, transparência e dentro dos princípios legais”, concluiu a corporação.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta