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Publicado em 17 de fevereiro de 2025 às 15:49
Um dos dez detentos que fugiram de presídio no Espírito Santo na madrugada desta segunda-feira (17) é investigado por um crime tenebroso, no qual a vítima foi decapitada, teve o coração arrancado e no corpo ainda foram colocadas pedras — em uma cruel vingança do tráfico de drogas. >
Nilson Jonathan Soares Peres estava preso por tráfico de drogas desde julho de 2023 — dias após o crime brutal. À época da prisão, o delegado Geraldo Peçanha afirmou que ele confessou que decapitou a vítima e apontou outros dois suspeitos de envolvimento (um que esfaqueou e o outro que filmou). Reveja vídeo:>
O CRIME | A barbárie foi registrada em 19 de julho de 2023 em Domingos Martins, região Serrana do Espírito Santo, quando Reginaldo Vieira Conceição, de 28 anos, foi assassinado com requintes de crueldade. Além de decapitado e coração arrancado, foi esfaqueado por 15 vezes. Pedras foram colocadas dentro do corpo na intenção de que não boiasse ao ser jogado em um rio e nunca mais fosse visto. Em vão. Cinco dias depois, ele foi encontrado no Rio Jucu, na localidade de Pedra Branca, mesma cidade em que o crime ocorreu. >
A DESAVENÇA | As investigações policiais apontaram que Reginaldo era traficante do mesmo grupo que o assassinou. Ele teria "atravessado as vendas da organização" e comercializado drogas por conta própria para outra pessoa.>
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BARBÁRIE FILMADA | Quando o corpo de Reginaldo foi encontrado, a polícia descobriu a ligação do crime com o tráfico de drogas da região e expediu e cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de um dos acusados. No local foi encontrado com a esposa de Nilson alguns objetos, entre eles o celular com a filmagem do crime. A Polícia Civil destacou à época que, com a gravação, foi possível identificar o executor — já que ele aparece no vídeo cortando a vítima.>
USOU ROUPAS DA VÍTIMA | Depois de matar Reginaldo, um outro envolvido no crime afirmou à polícia que o suspeito de filmar a barbárie foi morar na casa onde a vítima residia e passou a usar as roupas dela. Reginaldo era do município de Linhares, no Norte do Espírito Santo, mas já não tinha contato com a família. Isso dificultou a identificação dele, mas, por ter passagens anteriores pela polícia, foi identificado pelas tatuagens no corpo e que constavam no banco de dados. Posteriormente foi realizado exame de DNA.>
A reportagem tenta localizar a defesa de Nilson. O espaço segue aberto para manifestação.>
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