ASSINE

Ataque a ônibus: comandante da PM quer transferência de presos para fora do ES

O comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo, coronel Douglas Caus, afirmou que os suspeitos de atuarem e de coordenarem o ataque ao coletivo em Cariacica deveriam ser transferidos para presídio federal

Publicado em 30/07/2020 às 21h16
Atualizado em 30/07/2020 às 21h16
Coronel Caus, comandante geral da Polícia Militar do Espírito Santo
Coronel Caus, comandante geral da Polícia Militar do Espírito Santo. Crédito: Daniel Pasti

Comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo, o coronel Douglas Caus afirmou que os criminosos que atearam fogo em um ônibus do Transcol em Itacibá, Cariacica, nesta quinta-feira (30) deveriam ser transferidos para presídios fora do Estado. O coronel ainda garantiu que a PM vai caçar os suspeitos do ataque.

Durante coletiva de imprensa, o coronel Caus disse que a PM vai realizar ações na região onde o ônibus foi queimado para inibir novos ataques. Além disso, Caus informou que a Polícia Civil vai atuar na investigação para identificar os suspeitos.

"A ação da Polícia Militar é literalmente caçar esses indivíduos que colocaram fogo no ônibus. A polícia vai fazer uma saturação na área no sentido de coibir novas práticas de queima de ônibus, e repito: a Polícia Militar vai caçar esses indivíduos. Estamos cooperando com a Polícia Civil e todos os dados que chegam sobre esse evento, compartilharemos para ajudar nas investigações", alegou.

Criminosos deixaram um bilhete manuscrito, assinado como
Ônibus do Transcol foi incendiado em Itacibá na madrugada desta quinta-feira (30). Crédito: Internauta

O comandante geral ainda foi incisivo ao afirmar que tanto os suspeitos de atearem fogo no coletivo quanto aqueles que coordenaram o ataque deveriam ser transferidos para presídios de fora do Espírito Santo. Ele classificou o ato como uma afronta ao Estado e à população.

Douglas Caus

Comandante geral da Polícia Militar do Espírito Santo

"A opinião da minha instituição sobre esses indivíduos que colocam fogo em ônibus, bem como aqueles que determinam a queima dos coletivos, é a transferência imediata para o Sistema Prisional Federal. Afrontar a população capixaba e o Estado dessa forma... a transferência para fora do Estado é um remédio plenamente aplicável"

"REPRESÁLIA AO ESTADO"

Os criminosos deixaram um bilhete manuscrito, assinado como "sistema carcerário capixaba", reclamando das condições nas unidades prisionais e afirmando que os ataques a ônibus "vão acontecer todos os dias" se as visitas não voltarem nos presídios do Espírito Santo.

As visitas estão suspensas desde março, como medida de prevenção ao novo coronavírus. No bilhete deixado nesta quinta, os criminosos reclamam das refeições e de superlotação nos presídios. Segundo a Polícia, foram quatro suspeitos que abordaram o coletivo, mandaram todos descerem e atearam fogo no veículo. Os criminosos fugiram e não foram localizados.

O motorista do coletivo, de 46 anos e que trabalha há 19 no ramo, afirmou que os suspeitos anunciaram aos passageiros que não se tratava de um assalto, mas sim de uma "represália ao Estado"

Criminosos deixaram um bilhete manuscrito, assinado como
Ônibus é incendiado em Itacibá e suspeitos deixam bilhete reclamando de prs. Crédito: Internauta

Secretaria da Justiça (Sejus), que administra os presídios capixabas, reafirmou que a suspensão das visitas íntimas e sociais, até pelo menos o dia 31 de julho, é um das medidas de prevenção e controle da pandemia. "A mudança no procedimento é analisada de acordo com o cenário e de forma gradativa a fim de preservar a saúde de todos os envolvidos no sistema prisional", destacou a pasta.

A Sejus disse ainda que preza pela segurança e ordem nas unidades prisionais e que conta com uma Diretoria de Inteligência Prisional que atua em parceria com os demais grupos de inteligência das forças de segurança no Espírito Santo para coibir ocorrências incitadas por lideranças criminosas dentro e fora das unidades.

A Secretaria garantiu também que a alimentação ofertada nas unidades é baseada em padrões de qualidade, elaborada e supervisionada por nutricionistas, seguindo rígido controle de fiscalização. "Destaca ainda que não comunga com práticas de tortura de qualquer natureza e que tem como princípio o respeito aos direitos humanos. Denúncias de agressão cometida nas unidades podem ser encaminhadas à Corregedoria para devida apuração dos fatos, finalizou a Sejus"

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.