O funcionário da empresa Extinbras Extintores do Brasil, Wesley da Cista Marçal, de 36 anos, que morreu na manhã desta segunda-feira (7) enquanto trabalhava manuseando um extintor de incêndio, em Jardim Limoeiro, na Serra, sofreu o mesmo tipo de acidente há seis meses. Segundo familiares, na ocasião, a vítima teve o maxilar quebrado, passou por cirurgia e fisioterapia. Porém, decidiu voltar para o trabalho após a recuperação.
O ACIDENTE
De acordo com investigadores do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a polícia foi acionada para atender a ocorrência por volta de 9h20 desta segunda (07). O funcionário trabalhava na área de pressurização, fazendo a carga dos extintores. Porém, no momento de passar o ar comprimido para cilindro, a estrutura do equipamento não teria suportado a pressão e explodiu.
Segundo testemunhas, funcionários da loja ainda tentaram socorrer a vítima e chamaram o socorro. Porém, quando o Samu chegou, constatou que o homem, que teve graves ferimentos na cabeça e no pescoço, não resistiu e morreu.
Segundo investigadores da DHPP, havia sinais de ferrugem no cilindro, mas o equipamento estava na validade. Os policiais contaram, ainda, que os testes de qualidade desses extintores são feitos a cada cinco anos. Os investigadores não informaram quanto tempo faltava para o extintor vencer e, assim, passar por novos testes.
Houve perícia no local para identificar a real causa da explosão. Porém, esse resultado pode levar 30 dias ou mais, segundo os investigadores da DHPP.
MESMO ACIDENTE HÁ SEIS MESES
Familiares de Wesley estiveram no Departamento Médico Legal (DML) para a identificação e liberação do corpo. A reportagem conversou com a sobrinha da vítima, a universitária Drielly Oliveira, de 21 anos. Ela contou que há seis meses o tio sofreu o mesmo acidente, com a explosão de um extintor durante o trabalho. Na ocasião, ele teve o maxilar quebrado e foi internado, ficando afastado por três meses.
Com a exigência de não mostrar o rosto, por estar visivelmente abalada, Drielly falou um pouco sobre o tio e trabalho que ele desenvolvia na Extinbras, em Jardim Limoeiro, na Serra.
Como a família soube da morte?
Como era o Wesley?
Ele tinha medo do trabalho que fazia?
Ele trabalhava na empresa havia quanto tempo?
Como está a família?
VELÓRIO E ENTERRO
Ainda de acordo com familiares, Wesley será velado na Igreja Central de Adoração, em Santa Marta, Vitória. Já o enterro, está previsto para acontecer no Cemitério de Maruípe nesta terça-feira (08). Porém, ainda não há horário marcado.
A EMPRESA
A reportagem passou todo o dia desta segunda-feira (07) tentando contato coma Extinbras, porém nenhum representante da empresa respondeu aos telefonemas. Na manhã desta segunda, a reportagem de A Gazeta esteve na loja, que fica na rodovia ES 010, onde ocorreu o acidente. Mas, na portaria do local, uma funcionária informou não haver um responsável para falar naquele momento.
O Extimbras possui alvará de autorização para funcionamento expedido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo com data de emissão de julho de 2019 e data de validade em 30 de abril de 2020. Procurada, a Prefeitura da Serra informou que a empresa possui alvará de funcionamento válido até 30 de abril de 2020.