Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Verão chegou

Número de mortes por afogamento cresce 33,7% em 2019 no ES

Com a chegada do verão, cresce a movimentação em praias, rios e lagoas e a tendência é de aumento dos casos de afogamento. Neste ano, 103 pessoas já morreram afogadas, contra 77 em 2018

Publicado em 16 de Dezembro de 2019 às 21:01

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 dez 2019 às 21:01
Homem na Praia de Itaparica, em Vila Velha, diante de placa de risco de afogamento Crédito: Ricardo Medeiros - 23-09-2019
Com a chegada do verão, a movimentação em praias, rios e lagoas fica mais intensa e, consequentemente, crescem os casos de afogamento. Somente de janeiro a novembro deste ano, 103 pessoas morreram afogadas no Espírito Santo, são 33,7% casos a mais que em 2018, quando foram registradas 77 ocorrências. Para que a diversão não acabe em tragédia, A Gazeta separou algumas dicas de prevenção.
Segundo o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Carlos Wagner Borges, somente no ano passado foram 500 resgates realizados por causa de afogamentos. A maioria deles foi de adultos e ocorreram em água doce, como rios, lagos e represas. Os motivos são diversos,  mas constam entre os principais o uso de bebida alcoólica antes de entrar na água e não respeitar os limites do corpo.
"Quando se trata de adultos, o principal fator é a bebida alcoólica. A pessoa perde a capacidade de avaliar riscos, pode perder os sentidos e se afogar. O adulto, muitas vezes, não respeita o limite do corpo. Ele quer nadar até uma pedra mais afastada, por exemplo, e não tem condicionamento físico para isso. A pessoa, nesse caso, pode até conseguir chegar, mas o retorno fica difícil e aí acontecem as ocorrências", disse. 

CRIANÇAS

De acordo com o tenente-coronel, apesar dos casos acontecerem mais com adultos, as ocorrências envolvendo crianças também são frequentes. Nestes casos, ele afirma que a falta de atenção dos responsáveis é um dos fatores determinantes para que a tragédia venha a acontecer, e ressalta que o pequeno nunca deve entrar sem a companhia do responsável na água, devendo sempre estar com um colete salva-vidas.
“No caso das crianças o mais correto é colocar colete porque as boias de braço e que as pessoas sentam não dão tanta segurança quanto o colete, pois podem esvaziar com facilidade e até virar. Mas o colete não tira a responsabilidade dos pais que devem estar presentes na água”, disse.
O tenente-coronel Carlos Wagner acrescentou que, para tentar reduzir os casos de afogamentos, 180 soldados dos Bombeiros farão campanhas educativas nas praias no verão. Além disso, foi criado um canal via WhatsApp com dicas de prevenção. Para participar, é preciso enviar um "oi" para o número  (27) 99664-9716, que a pessoa passará a receber todo o material das campanhas.
Além disso, foi realizada uma parceria com o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado do Espírito Santo (Sindifer) para a confecção de placas, que serão colocadas em pontos de água doce, indicando os locais com risco de afogamento.

SETE DICAS DE SEGURANÇA PARA APROVEITAR O VERÃO 

ALIMENTAÇÃO

O banhista  deve procurar sempre um local próximo a um posto de guarda-vidas para nadar. É importante ficar atento às bandeiras que mostram que a área é protegida pelos Bombeiros. Caso não seja, a recomendação é ficar longe da água.
As placas indicam se o mar está próprio ou não para banho, se existem buracos e riscos de afogamento, por exemplo.
Quando levar a criança para a praia, não a deixe entrar sozinha no mar e oriente-a sobre os riscos. Coloque sempre um colete salva-vidas no pequeno.
Não entre na água sob efeito de álcool. A pessoa alcoolizada pode perder a capacidade de avaliar riscos, perder os sentidos e se afogar.
A pessoa que não sabe nadar ou não sabe técnicas para salvar a pessoa de um afogamento jamais deve entrar na água para ajudar. Ela deve tentar acalmar a vítima e lançar algum objeto para que a pessoa que está se afogando possa ser mantida na superfície e ser puxada para a margem.
No Espírito Santo, as águas são mais geladas e a pessoa tem maior probabilidade de ter câimbras. Por isso, evite entrar na água em locais profundos. 
Se pretende entrar no mar, rio ou lagoas, cuidado com os excessos de comida. A recomendação é evitar entrar na água com o estômago cheio. 

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Socol do Sítio Lorenção, em Venda Nova do Imigrante
Festa do Socol agita Venda Nova com música, comidas típicas e linguiça gigante
Especialistas alertam para os riscos da automedicação e os impactos na saúde dos pets
5 erros comuns ao medicar seu pet sem orientação de um médico-veterinário
Herbert Henrique de Sousa, de 41 anos, se envolveu em uma confusão que terminou com uma mulher baleada em uma distribuidora no Bairro Laranjeiras, na Serra
Policial e amigo envolvidos em briga que acabou com mulher baleada são presos na Serra

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados