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Governo prevê orçamento para criar 950 novos leitos em hospitais do ES

Dois novos hospitais e reformas e ampliações em outras unidades devem ampliar o número de leitos para pacientes da rede pública estadual de saúde

Publicado em 30/09/2019 às 21h38
Atualizado em 06/04/2020 às 11h10
Reprodução do futuro Hospital Geral de Cariacica. Crédito: Divulgação
Reprodução do futuro Hospital Geral de Cariacica. Crédito: Divulgação

Dois novos hospitais e reformas e ampliações em outras unidades devem criar, aproximadamente, 950 novos leitos para pacientes da rede pública estadual de saúde. As ações que vão permitir a abertura dessas novas vagas para pacientes foram anunciadas na tarde desta segunda-feira (30) pelo secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc.

Duboc apresentou a previsão orçamentária do governo para o próximo ano. Para gastos na área da saúde, a previsão é disponibilizar R$ 2,7 bilhões.

Do total de leitos, 400 deles serão criados com a conclusão das obras do Hospital Geral de Cariacica, na Grande Vitória, que começaram este ano e que devem ter início das edificações em 2020. 

O prazo para término da construção é de quatro anos, com custo de R$ 250 milhões, segundo José Tadeu Marino, subsecretário de Planejamento e Transparência da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa).

“O projeto de construção prevê 37 mil metros quadrados para atender não somente a região metropolitana como também a região Serrana do Estado. O próprio município de Cariacica não possui um hospital público ainda aberto 24 horas, com Pronto-Socorro para urgências e emergências, que será atendido pelo Hospital Geral”, explicou o secretário.

Além disso, o hospital também terá maternidade, UTI neonatal, atendimento cirúrgico e ortopédicos.

NORTE DO ESTADO

A construção do Novo Hospital Roberto Arnizaut Silvares (HRAS), em São Mateus, no Norte do Estado, também deve abrir outros 300 novos leitos.

“Identificamos no extremo Norte uma região que tem uma menor oferta da rede hospitalar do que a região central do Estado, é desprovida de grandes hospitais. No entanto, é uma região com um polo industrial e tem muito potencial para crescimento. Estamos na fase de identificação de terreno para depois realizar o projeto arquitetônico. A lógica é a descentralização da saúde” , pontuou Marino.

São Mateus também contará com a reforma e ampliação da capacidade da maternidade local, com previsão de abertura de 35 leitos no segundo semestre de 2020. O investimento total gira em torno de R$ 11 milhões, sendo R$ 4 milhões em obras e R$ 6 milhões em equipamentos.

Também está na lista a segunda fase de reforma do Hospital de Urgência e Emergência (HEUE) - antigo Hospital São Lucas -, em Vitória, o heliponto e o aumento de mais 22 leitos gerais e mais 43 em unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), a serem entregues no segundo semestre de 2020.

REFORMAS

Entre as unidades que devem passar por reformas está o Hospital Estadual de Vila Velha (HES) - o antigo Hospital dos Ferroviários - com ampliação de 10 novos leitos.

Já em Cariacica, o Hospital Estadual de Atenção Clínica (Heac) será reformado para atender a internação de 90 pacientes com necessidades específicas. “São pacientes que estão dentro dos nossos hospitais que precisam de cuidados prolongados, que ficam meses ou anos internados. Serão atendidos por uma equipe multidisciplinar contendo, por exemplo, terapeuta e fisioterapeuta, para dar mais dignidade para esses pacientes e fazer a transição para que possam ir para casa”, explicou o subsecretário.

Hospital Infantil de Vitória. Crédito: Internauta
Hospital Infantil de Vitória. Crédito: Internauta

Também devem passar por reformas o Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, e o Hospital Infantil de Nossa Senhora da Glória, em Vitória.

“Vamos ampliar o Himaba, com uma possível abertura de até 50 vagas lá. Foi decisão interna, para aumentar oferta de leitos para as crianças e dar segurança da transferência progressiva dos pacientes do Hospital Infantil de Vitória”, explicou.

José Tadeu Marino, porém, disse que ainda não foi definido qual o destino de uso do Hospital Infantil. “ Ele passa por reforma e precisamos retirar as crianças para reformar todo o local. Não sabemos o que vai ser feito do local, se será um centro de doenças raras ou um local de atendimento ambulatorial. Certo é que não vai ser derrubado, vai sim continuar atendendo as crianças", disse.

O orçamento para 2020 também prevê reformas elétricas de demais hospitais e também a contratação de uma empresa para realizar a logística de armazenamento e distribuição de insumos hospitalares e medicamentos.

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