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Coronavírus: médicos apontam obesidade como fator de risco

De acordo com especialistas, essa condição física reduz a capacidade de recuperação dos pacientes, o que possibilita que tenham um quadro mais grave

Publicado em 04/04/2020 às 21h27
Atualizado em 05/04/2020 às 12h42
Mulher obesa andando na rua
Mulher obesa andando na rua. Crédito: shutterstock

Além dos idosos, pessoas obesas também fazem parte do grupo de risco da Covid-19. De acordo com médicos, essa condição física reduz a capacidade de recuperação dos pacientes, o que possibilita que tenham um quadro mais grave. Dos seis casos de morte confirmados no Estado, pelo menos dois tinham o fator em comum.

O doutor em doenças infecciosas Crispim Cerutti explica que a obesidade, além de ser uma comorbidade, também compromete a saúde corporal, o que ajuda a reduzir a resposta do organismo a uma doença. 

"A obesidade contribui na piora do estado dos pacientes com coronavírus sim, mas isso não diz respeito apenas à Covid-19.  Uma pessoa obesa tem uma debilidade de resposta pior do que uma que esteja com o peso adequado. Ela tem menor capacidade de respiração e pode ter mais debilidade no sistema cardiovascular.  Para ter uma boa recuperação ao coronavírus, por exemplo, o paciente precisa ter boa capacidade de respiração e cardiovascular", apontou.

A obesidade é definida com base no cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Ele pode ser obtido dividindo o peso de uma pessoa pela altura ao quadrado.  É considerado adequado quem tem o número do IMC até 25; com sobrepeso, entre 25 e 30; e, a partir de 30, obeso, que tem diferentes graus. Quanto maior for o valor obtido, mais obesa a pessoa está.

O Secretário de Estado da Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, reforça que não é somente o idoso que faz parte do grupo de risco. "O que tem levado ao agravamento dos casos que pode levar a um desfecho negativo para doença é o fato de a pessoa ser idosa com comorbidade ou estar em qualquer faixa etária e ter comorbidade", comenta.

Ainda de acordo com ele, também podemos estar diante de um caso em que as pessoas que morreram em decorrência da doença foram infectadas por uma variação mais forte do vírus.

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