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Coronavírus: capixaba está em cidade isolada na Itália e quer voltar ao ES

Rachel Malagutti e os dois filhos, um de dois e outro de oito anos, estão na região da Lombardia, que registrou a maior parte dos casos da doença

Publicado em 29/02/2020 às 15h36
Atualizado em 28/08/2020 às 15h16
Turistas usam máscaras de proteção na cidade de Veneza, na Itália, onde o tradicional evento de carnaval foi cancelado devido ao surto do novo coronavírus. Crédito: RENATA BRITO / AP / ESTADÃO CONTEÚDO
Turistas usam máscaras de proteção na cidade de Veneza, na Itália, onde o tradicional evento de carnaval foi cancelado devido ao surto do novo coronavírus. Crédito: RENATA BRITO / AP / ESTADÃO CONTEÚDO

Em meio ao isolamento que cidades italianas vêm enfrentando nos últimos dias, devido ao surto do novo coronavírus (Covid-19), estão milhares de brasileiros. Entre eles, uma família capixaba. A dona de casa Rachel Malagutti e os dois filhos, um de dois e outro de oito anos, estão isolados em Crema, região da Lombardia, no Norte da Itália, onde ocorreu o surto da doença. No Espírito Santo, a irmã está desesperada em busca de meios para trazer Rachel de volta.

A Itália confirmou, nesta quinta-feira (27), mais duas mortes pelo Covid-19, que é a doença causada pelo novo coronavírus. Com isso, o número de vítimas fatais no país passou para 14. Já o número de casos registrados passou de 424 para 528, segundo a agência de proteção civil do país. A maior parte dos casos na Itália está na Lombardia  (305), região onde vive Rachel.

A fotógrafa Rafaela Malagutti, de Vila Velha, contou à reportagem que, na cidade onde a irmã mora, está muito difícil sair para comprar mantimentos e, no início da semana, estavam praticamente desabastecidos, sem água e sem comida. "Ela se comunica comigo apenas por áudios porque a internet também está acabando. Ela não pode sair de casa, devido ao surto de coronavírus, e a cidade está abandonada por estar em uma zona de risco", desabafa.

Segundo Rafaela, na rua em que a irmã mora uma pessoa morreu por causa do surto do vírus e a família só quer trazer ela e os filhos de volta para o Brasil. "Ela é dona de casa, não tem dinheiro reserva para comprar as passagens de última hora. Já não tem mais ônibus funcionando na região. Só quero a minha irmã de volta. O governo brasileiro sabe da situação dela. Se tirou as pessoas da China, também tem que tirar da Itália que é uma em zona de risco", argumenta.

Na manhã deste sábado (29), Rafaela contou que a família conseguiu amenizar a situação em relação às provisões, mas está mantida em quarentena dentro de casa.  

"O marido da minha irmã conseguiu sair e comprou água e comida. Mas é tudo muito rápido, pois eles precisam ficar trancados em casa para não serem contaminados. A situação é de muito receio, pois a Itália tem novas mortes e casos diários e minha irmã, o marido e os dois filhos nada podem fazer a não ser ficar sem sair de casa", detalhou. 

Rafaela contou à reportagem que entrou em contato por diversas vezes com o Consulado-Geral do Brasil em Milão, porém a resposta não foi a que gostaria de ouvir. Ela soube por parte do governo brasileiro que a recomendação à família dela e aos demais brasileiros, no momento, é seguir as recomendações do governo italiano em relação ao coronavírus.

A reportagem conversou com o Ministério das Relações Exteriores, que informou que a situação da Itália está sendo acompanhada pelo  Consulado-Geral do Brasil em Milão, e os brasileiros podem entrar em contato com o órgão por e-mail ou telefone. Ainda confirmou que devem seguir as instruções de restrição do governo italiano.

Com relação ao repatriamento dos brasileiros que estão na Itália, o Itamaraty informou que, como os voos da Itália par ao Brasil estão funcionando, ainda não há porque fazer o mesmo tipo de operação que foi realizada na China, de onde o governo federal trouxe de avião os brasileiros que lá estavam.

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