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De volta ao sábado

As táticas das escolas de samba do grupo A para subir de divisão

As agremiações trabalham nos últimos detalhes para fazer uma apresentação perfeita no Sambão e voltar a desfilar entre as melhores

Publicado em 11 de Fevereiro de 2020 às 19:01

Redação de A Gazeta

Publicado em 

11 fev 2020 às 19:01
Na alegoria da Mocidade da Praia, uma das representações do enredo que vai falar de autismo Crédito: Fernando Madeira
A apenas três dias do desfile, as escolas do grupo A estão nos últimos preparativos de seus carros alegóricos e fantasias. Muitas trabalhando a madrugada inteira para dar conta de entregar o melhor ao público no Carnaval de Vitória. Para a hora da apresentação, também estarão atentas a cada detalhe técnico, mas garantindo boas doses de alegria, irreverência e emoção. Nesse contexto, não faltarão críticas sociais e, em meio à diversão, alguns pontos de reflexão. Essa é a aposta para garantir o título e voltar ao grupo especial. 
É numa área próxima ao Sambão do Povo, onde os desfiles vão acontecer, que boa parte das escolas montou o barracão pesado no qual são preparados os carros. Sob sol quente na tarde desta segunda-feira (10), estavam os operários da folia serrando, colando, pintando, decorando e montando as alegorias.
O tempo é curto, mas a empolgação já domina o ambiente e a promessa é que esse clima permaneça até o último componente atravessar a linha para a dispersão, na sexta-feira.
A Escola Chega Mais vai apresentar passagens importantes da artista cachoeirense Luz Del Fuego Crédito: Fernando Madeira
É assim que trabalha a equipe da Chega Mais, que neste Carnaval vai homenagear a cachoeirense Dora Vivacqua, mais conhecida como Luz Del Fuego.  Sem poder revelar muitos detalhes para garantir a surpresa, o diretor-geral de harmonia Luiz Felipe Costa aponta que a escola vai desfilar contando vários momentos da história da artista, que será representada pela dançarina Rita Cadillac.
"Ela foi uma mulher à frente do seu tempo que, já na sua época, questionava alguns comportamentos machistas, e defendia questões de gênero e direitos das mulheres"
Luiz Felipe Costa - Diretor-geral de Harmonia da Chega Mais
Adepta do naturismo, Luz Del Fuego não tinha qualquer problema com sua nudez, e um carro alegórico da Chega Mais pretende traduzir esse aspecto da vida da sua homenageada. 
Um enredo também para reflexão é o da Mocidade da Praia, que vai abordar o "mundo azul". Originalmente, segundo o vice-presidente Tin Santos, a proposta era falar do mar, porém logo mudaram de ideia e decidiram enveredar pelo universo das pessoas com autismo.
Operário nos preparativos finais na Escola Mocidade da Praia Crédito: Fernando Madeira
"Queremos levantar essa bandeira, chamar a atenção das pessoas para o mundo dos autistas e combater o preconceito", ressalta Santos. Pessoas com autismo, segundo ele, serão destaque no desfile. 
Na Pega no Samba, o enredo propõe o fim da intolerância e o presidente da agremiação Sandro Rosa garante que será um desfile emocionante ao tratar do assunto. Haverá uma ala somente com cadeirantes, e outras compostas por pessoas em situação de rua e refugiados. "Não podemos ser intolerantes com essas pessoas, nem com ninguém", avalia. 
Serralheiro preparando alegoria da Pega no Samba  Crédito: Fernando Madeira
A Barreiros vai  cantar a Magia do Tempo e a maior preocupação do presidente Jadilson Damascena é garantir o cumprimento de todos os quesitos, que passam pela avaliação dos julgadores, com perfeição. "Estamos investindo muito na parte técnica, na qualidade das nossas fantasias e alegorias", pontua. 
Fantasias da Barreiros estão em fase final de produção Crédito: Fernando Madeira
Para Rafael Cavalieri, presidente da Chegou o que Faltava, o comprometimento dos integrantes da escola faz toda a diferença no desfile que, entre outros destaques, terá um carro alegórico coreografado. "Teremos algo bem diferente do tradicional, que vai causar surpresa", afirmou o dirigente, sem poder revelar muito de sua apresentação.
Detalhes de um dos carros alegóricos da Chegou o que Faltava Crédito: Fernando Madeira
A Rosas de Ouro, que tem equipes trabalhando na madrugada, vai falar sobre a história do congo. Apesar de estar um pouco atrasada na montagem do carro alegórico, o presidente Reginaldo Silva tem certeza que, na hora do desfile, tudo estará pronto e vai surpreender na avenida.
A Rosas de Ouro vai contar a história do congo, começando pela África até chegar ao município da Serra Crédito: Fernando Madeira
"O Carnaval não é feito apenas dos carros. Estou muito esperançoso pelo trabalho interno que estamos fazendo e que teremos um bom desfile", aposta. 
Para Thiago Bandeira, presidente da Andaraí, a irreverência do enredo sobre a cachaça será a grande sensação no desfile da agremiação. "Teremos muita coisa divertida sem deixar, é claro, de apresentar com responsabilidade toda a parte cultural, educacional e social do tema", valoriza.
Carro alegórico da Andaraí em construção: escola vai retratar a cachaça, um dos símbolos da cultura nacional Crédito: Vitor Jubini

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