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Seis habilidades da área digital essenciais para conseguir um emprego

Flexibilidade cognitiva, capacidade de execução e pensamento crítico são alguns dos novos atributos que todo trabalhador deve ter para sobreviver no novo mercado de trabalho

Andrea Iorio, palestrante e escritor na área de transformação digital
Andrea Iorio é palestrante e escritor na área de transformação digital. Crédito: Rogerio Resende/R2Foto

O mundo do trabalho passa por constantes transformações e na era digital essas mudanças estão ainda mais aceleradas. Para se manter em alta, o profissional precisa desenvolver algumas competências essenciais exigidas pelo mercado. A primeira delas é a flexibilidade cognitiva, que, fundamentalmente, se traduz em adaptabilidade. Ou seja, o trabalhador precisa mudar no ritmo do mercado, se adaptando a ele. As habilidades foram listadas pelo palestrante e escritor Andrea Iorio.

“A segunda aptidão é a que chamo de atitude 'maker', ou seja, a capacidade de execução constante e tolerância ao erro. Os trabalhadores precisam ainda se tornar especialistas em comportamento humano. Na prática,  tem a ver com a empatia, que passa a ser a chave para vender mais e não apenas focar no produto”, ressalta.

Outra característica fundamental é ter pensamento crítico que é a habilidade de repensar as coisas e não apenas executar as atividades sempre da mesma forma. “O profissional também precisa desenvolver o altruísmo digital, fundamental no desenvolvimento de competências humanas. E por fim, o foco no resultado", destaca.

As 6 competências da transformação digital

  1. Flexibilidade cognitiva: facilidade de se adaptar às novas situações;
  2. Atitude maker: capacidade de execução de ideias inovadoras e tolerância ao erro;
  3. Especialista em comportamento humano: o foco deve ser no cliente e não apenas no produto:
  4. Pensamento crítico: habilidade de repensar modelos e fluxos, desafiar o status quo;
  5. Altruísmo digital: fortalece a relação e as habilidades humanas como forma de diferenciação da capacidade das máquinas;
  6. Foco no resultado;

Iorio é autor do livro “6 Competências da Transformação Digital”, lançado em 2019. Ele foi diretor do Tinder na América Latina por cinco anos e diretor da área digital da L’Oréal no Brasil. Nesta segunda-feira (13), Iorio faz uma palestra na abertura da Jornada Científica e Cultural da Faesa. O evento é gratuito e on-line e terá como tema “Transformação digital e as competências do profissional do futuro” . Os interessados podem acessar o site para se inscrever.

“Quem quer se manter no mercado precisa se fazer constantemente a seguinte pergunta: eu estou mudando na mesma rapidez do que o meu mercado? Eu estou mudando na velocidade do meu cliente? Se a resposta for não, significa que temos que ter o senso de urgência de virarmos os protagonistas de uma transformação e desenvolver novas competências e habilidades”, avalia.

O escritor esclarece que é muito difícil medir a própria evolução profissional. Entretanto, as habilidades se desenvolvem com micro-ações e comportamentos alinhados com as competências, ou seja, com o aprendizado da prática.

“Por exemplo, se a gente quer virar especialista em comportamento humano, a gente precisa analisar dados sobre a conduta dos clientes todos os dias. Se não tivermos esses levantamentos, temos que implantar um sistema de coleta. Não é fazer um curso de big data apenas, mas é diariamente aplicar isso no negócio, gerando essa competência no médio e longo prazo”, relata.

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

Entre as mudanças significativas do mercado de trabalho está uma imprevisibilidade dos empregos futuros. Prova disto é que um relatório recente da Dell Technologies apontou que 85% dos postos de trabalho que existirão até 2030 ainda nem foram inventados.

A inovação muda os mercados e produz cada vez mais novos empregos, dificultando prever quais serão os empregos do futuro. Iorio aponta que outra alteração no mercado de trabalho é a facilidade de entrar e sair de empregos devido a plataformas digitais como Linkedin.

“Isso faz com que os ciclos de uma empresa estejam cada vez menores e a fidelização dos colaboradores fica mais difícil porque eles podem mais facilmente achar outras alternativas. Vemos muito isso na geração Z, que tem expectativas de trabalhos cada vez mais curtos”, ressalta.

Ele destaca ainda a humanização e o reforço das competências emocionais. A tecnologia tornou os trabalhos cada vez mais automatizados, exigindo que os profissionais tenham mais competências humanas e não apenas atribuições técnicas, como avalia o escritor.

“No passado não havia todo esse acesso à informação, não tinha a chance de trabalhar remotamente e, consequentemente, mudar de empresa era mais caro, demorado e difícil. Hoje, com a tecnologia à disposição, podemos nos recolocar de forma mais ágil. O segundo fator que podemos destacar aqui são as expectativas cada vez mais de curto prazo dos jovens da geração Z, que estão acostumados a ter feedbacks imediatos, gratificações instantâneas e, consequentemente, começam a esperar isso das empresas”, afirma.

O palestrante explica que os empregadores buscam profissionais adaptáveis e não só especialistas. “O mercado quer pessoas que saibam mostrar que elas já se reinventaram ao longo de suas carreiras e que vão continuar fazendo isso. Além disso, as organizações querem colaboradores empáticos, com inteligência emocional.”

Ele também chama a atenção para a habilidade de analisar os problemas de forma muito clara, pontos estes que podem ser listados durante uma entrevista. 

“Durante uma entrevista, por exemplo, o candidato deve listar suas experiências e ainda demonstrar proatividade, fazer perguntas e não apenas trazer respostas demonstrando o pensamento crítico. Ele precisa trazer pontos de vista diferentes, sugestões diferentes e mostrar que é capaz de trabalhar dados independente do cargo”, finaliza.

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