O Espírito Santo é o 6º Estado mais competitivo do país em 2019, alcançando duas posições acima do ranking de 2018, quando figurava na 8ª colocação. A escalada no Ranking de Competitividade dos Estados foi divulgada nesta sexta (18). Mas o que garantiu essa melhora?
O levantamento feito pelo Centro de Liderança Pública (CLP) leva em consideração dez critérios: infraestrutura, solidez fiscal, sustentabilidade social, segurança pública, educação, eficiência da máquina, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação. Dentro desses critérios, há a avaliação de subitens.
De acordo com José Henrique Nascimento, gerente comercial e de competitividade do CLP, ter avançado em três (segurança pública, infraestrutura e solidez fiscal) dos quatro itens com maior peso foi fundamental para o Estado ter subido no ranking.
"É importante ressaltar que ser um Estado com tranquilidade fiscal, diante de muitos outros que estão com as contas no vermelho, é um ponto bem positivo. Mas isso se torna ainda mais importante para que ele tenha capacidade de investir em políticas públicas", comenta.
Porém, o Estado ainda precisa desenvolver itens como educação e sustentabilidade social para chegar ao top 5 e atrair ainda mais investimentos. Veja abaixo o que melhorou a posição do Espírito Santo no ranking e o que pode ser melhorado.
O QUE FEZ O ES SER MAIS COMPETITIVO?
01
+ 5 posições em segurança pública
02
+ 8 posições em infraestrutura
03
+ 4 posições em solidez fiscal
04
+ 2 em eficiência da máquina pública
05
+ 3 posições em sustentabilidade ambiental
06
+ 12 posições em potencial de mercado
EM QUE O ES AINDA PRECISA MELHORAR?
Apesar de ter subido em duas posições no ranking de competitividade, o Espírito Santo ainda precisa melhorar em quatro pontos: sustentabilidade social, educação, capital humano e inovação.
Para o gerente comercial e de competitividade do CLP, José Henrique Nascimento, o Estado precisa focar em melhorar os indicadores ligados a área da educação e capital humano.
"O Espírito Santo ainda tem uma defasagem muito grande na educação, que é um dos grandes motores para a geração de capital humano. Houve um investimento grande em segurança pública e muitas iniciativas para melhorar a solidez fiscal estadual. Porém, a educação ficou um pouco de lado nos últimos anos. Para subir no ranking é preciso retomar os investimentos nessa área", avalia.
O secretário chefe da Casa Civil estadual, Tyago Hoffmann, explica que o Espírito Santo está em busca de se tornar mais inovador e com mão de obra mais bem qualificada.
"Queremos que o Estado seja atrativo para o desenvolvimento de novas tecnologias e passe a ser mais inovador. Nossa fragilidade, tanto de educação quanto de qualificação são elementos que constam no nosso plano estratégico que precisamos melhorar. Nós também queremos um Espírito Santo com melhor infraestrutura e ambiente de negócios", afirma. Veja abaixo a lista das piores colocações do Estado no levantamento.