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Produção da indústria do ES cresce 3,7% em julho, aponta IBGE

Atividades de metalurgia, de minerais não-metálicos e de celulose têm apresentando crescimento, enquanto setores extrativos estão com mais dificuldades de avançar

Publicado em 09/09/2021 às 10h59
Indústria de alimentos, fábrica de picolé, picolé, sorvete
Indústria de alimentos. Crédito: José Paulo Lacerda/CNI

A indústria do Espírito Santo apresentou crescimento em julho, na contramão da maioria dos Estados pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi de 3,7% na comparação com o mês anterior.

No ano, o setor já teve avanço de 11%, apesar dos primeiros meses terem sido difíceis para o segmento, diante das medidas restritivas de isolamento social no combate à pandemia do novo coronavírus.

O melhor desempenho, de acordo com o levantamento, é o da indústria de transformação, que avançou 21,9% em comparação com julho de 2020.

O maior destaque ficou para o ramo metalúrgico, que cresceu 76,3%. Logo depois está a fabricação de produtos minerais não-metálicos, com alta de 21,7%. Depois aparecem as atividades de celulose e papel, que apresentaram 10,4% de incremento na produção.

Já o segmento extrativo, que inclui petróleo e minério de ferro, teve recuo de 9,7% no ano, segundo a pesquisa.

A presidente da Findes, Cris Samorini, explica que o Estado teve um dos melhores resultados do Brasil. “A produção industrial mensal recuou em oito dos 15 locais pesquisados em julho. A indústria do nosso Estado teve o segundo melhor desempenho do país, ficando atrás somente da Bahia. Sabemos que ainda temos muito a crescer, mas este é um resultado a ser comemorado”, enfatizou.

Com relação ao acumulado do ano, Cris Samorini lembra que os primeiros meses foram mais difíceis devido às medidas restritivas de isolamento para o controle da pandemia da Covid-19. “Porém, conforme a flexibilização dos protocolos sanitários, o consumo foi aumentando o que fez com que a produção industrial fosse positivamente impactada”.

7 ESTADOS TÊM QUEDA

Com a queda de 1,3% da indústria nacional de junho para julho de 2021, na série com ajuste sazonal, sete dos 15 locais pesquisados pelo IBGE apresentaram taxas negativas, com destaque para o Amazonas (-14,4%). São Paulo (-2,9%), Minas Gerais (-2,6%), Pará (-2,0%), Rio Grande do Sul (-1,7%), Santa Catarina (-1,5%) e Rio de Janeiro (-1,4%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção nesse mês.

Já a Bahia (6,7%) apontou a maior alta nesse mês. Espírito Santo (3,7%), Região Nordeste (3,4%), Paraná (3,3%), Pernambuco (2,5%), Ceará (1,5%), Mato Grosso (1,1%) e Goiás (0,8%) assinalaram os demais resultados positivos.

Na média móvel trimestral, o Estado registrou avanço de 1,3%. A média móvel trimestral teve variação negativa (0,1%) no trimestre encerrado em julho de 2021 frente ao nível do mês anterior. Seis dos quinze locais pesquisados apontaram taxas negativas nesse mês, com destaque para os recuos mais acentuados assinalados por Pará (-3,4%), Amazonas (-2,5%), Paraná (-1,8%) e Santa Catarina (-1,0%).

Por outro lado, Bahia (6,1%), Ceará (3,6%), Região Nordeste (2,6%), Espírito Santo (1,3%), Goiás (1,1%) e Rio de Janeiro (1,0%) registraram os principais avanços em julho de 2021.

Na comparação com julho de 2020, o setor industrial nacional cresceu 1,2% em julho de 2021, com sete dos quinze locais pesquisados apontando taxas positivas. Nesse mês, Espírito Santo (9,4%), Minas Gerais (8,6%), Paraná (8,2%) e Santa Catarina (7,8%) assinalaram as expansões mais intensas.

Rio de Janeiro (2,8%), Rio Grande do Sul (2,4%) e São Paulo (1,3%) completaram o conjunto de locais com índices positivos nesse mês.

Por outro lado, Bahia (-12,2%), Pará (-10,9%) e Região Nordeste (-9,6%) apontaram os recuos mais intensos em julho de 2021. Pernambuco (-8,6%), Amazonas (-8,1%), Ceará (-3,2%), Mato Grosso (-3,1%) e Goiás (-3,0%) também mostraram taxas negativas no mês.

Nesta comparação, vale citar que julho de 2021 (22 dias) teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (23). Cabe ressaltar ainda que, nesse mês, verifica-se resultados positivos elevados, influenciados, em grande parte, pela baixa base de comparação, já que no mesmo mês do ano anterior, o setor industrial foi pressionado pelo aprofundamento das paralisações ocorridas em diversas plantas industriais, fruto, especialmente, do movimento de isolamento social por conta da pandemia da COVID-19.

Indicadores Conjunturais da Indústria - Resultados Regionais - Julho de 2021
Indicadores Conjunturais da Indústria - Resultados Regionais - Julho de 2021. Crédito: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

No acumulado do ano de 2021 (janeiro-julho), frente a igual período do ano anterior, a expansão verificada na produção nacional (11,0%) alcançou dez dos quinze locais pesquisados, com destaque para Santa Catarina (23,1%), Ceará (20,9%) e Amazonas (20,8%). Rio Grande do Sul (17,8%), Minas Gerais (17,2%), Paraná (16,2%) e São Paulo (14,7%) também registraram taxas positivas mais acentuadas do que a média nacional (11,0%), enquanto Espírito Santo (11,0%), Pernambuco (5,9%) e Rio de Janeiro (3,9%) completaram o conjunto de locais com avanço na produção no índice acumulado no ano.

Por outro lado, Bahia (-14,9%) apontou o recuo mais intenso no índice acumulado do ano. Mato Grosso (-5,0%), Goiás (-3,8%), Região Nordeste (-1,4%) e Pará (-0,5%) também mostraram taxas negativas no indicador acumulado do período janeiro-julho de 2021.

O acumulado dos últimos 12 meses, ao avançar 7,0% em julho de 2021, intensificou o crescimento observado em junho último (6,6%) e permaneceu com a trajetória predominantemente ascendente iniciada em agosto de 2020 (-5,7%). Em termos regionais, 12 dos 15 locais pesquisados registraram taxas positivas em julho de 2021 e oito apontaram maior dinamismo frente aos índices de junho último.

Espírito Santo (de 0,6% para 2,6%), Paraná (de 9,8% para 11,5%), Santa Catarina (de 15,0% para 16,3%), Rio Grande do Sul (de 11,9% para 12,9%), Minas Gerais (de 11,0% para 11,8%) e São Paulo (de 8,7% para 9,2%) mostraram os principais ganhos entre junho e julho de 2021, enquanto Pernambuco (de 9,3% para 7,1%), Amazonas (de 16,4% para 14,9%), Goiás (de -1,5% para -2,4%), Região Nordeste (de 1,4% para 0,6%) e Ceará (de 15,2% para 14,6%) assinalaram as perdas mais elevadas entre os dois períodos.

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