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Dados de maio

Preços de alguns alimentos disparam na Grande Vitória

Segundo especialista, famílias estão procurando gastar com itens de primeira necessidade, o que pode pressionar o custo de alguns itens

Publicado em 10 de Junho de 2020 às 13:29

Redação de A Gazeta

Publicado em 

10 jun 2020 às 13:29
potatoes, vegetables, raw
Batata inglesa foi um dos alimentos que registrou o maior aumento de preço em maio: 31,21% Crédito: pixabay/Wounds_and_Cracks
O preço dos produtos e serviços ficou mais barato no Espírito Santo, segundo o aponta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, apesar da deflação registrada, o preço dos alimentos e gastos com artigos do lar ficaram mais caros em maio.
No item alimentos e bebidas a alta foi de 0,53% e nos artigos de residência 0,95%. Na parte alimentícia se destaca a variação dos preços da manga (37%), batata inglesa, que subiu 31,21%, da cebola (25,77%), banana da terra (19,01%) e tomate (7,97%). As quedas foram observadas no preço na cenoura (-21,09%), banana prata (-18,13%) e leite longa vida (5,08%).
Já no setor de artigos de residência destacam-se o aumento do preço dos eletrodomésticos: máquinas de lavar roupa (4,8%), televisões (3,89%) e fogões (3,18%). Também subiram os preços das roupas de cama e de banho. O preço de móveis, no entanto, apresentou queda de 2,14% (móveis para sala), 2,99% (móveis para cozinha) e 1,34% (móveis para quartos).
De acordo com o economista Ricardo Paixão, tal flutuação dos preços se explica pela queda de renda das famílias. “Muitas empresas estão utilizando as medidas do governo federal para a manutenção dos empregos. Com a redução da carga horária e de trabalho e também com a suspensão dos contratos de trabalho, ainda que o trabalhador não fique sem renda, ela cai um pouco”, explica.
“Com a renda menor, as famílias dão preferência para comprar os produtos de maior necessidade, como alimentos e bebidas. Já a procura por produtos de casa aumentou porque as pessoas têm ficado mais dentro das residências e optam por trocar produtos mais antigos. Com uma maior procura por esses itens, o preço tende a aumentar um pouco”, acrescenta Paixão.

GASTOS COM TRANSPORTE E HABITAÇÃO REDUZIRAM

Os gastos com transportes e habitação ficaram mais baratos na Grande Vitória no mês de maio, segundo apontou IPCA. De acordo com a pesquisa, os gastos com transportes caíram 1,95% e os com habitação reduziram 1,18%. De uma forma geral, a inflação recuou 0,48% na Grande Vitória.
Nos gastos com transporte chama a atenção a queda no preço das passagens aéreas (30,15%), do transporte público (7,53%) e dos combustíveis – a gasolina caiu 6,7% e o óleo diesel 7,86%. Já nos gastos com habitação as maiores reduções foram observadas no preço da energia (-3,64%) e no valor do aluguel (-0,8%).

INFLAÇÃO BRASILEIRA RECUOU 0,38% EM MAIO

De acordo com o IBGE, o IPCA de maio foi de -0,38%, enquanto a taxa registrada em abril foi de -0,31%. Essa é a menor variação mensal desde agosto de 1998 (-0,51%). No ano, o IPCA acumula queda de 0,16% e, nos últimos doze meses, alta de 1,88%, abaixo dos 2,40% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2019, a taxa havia ficado em 0,13%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco tiveram deflação em maio. O maior impacto negativo do mês, -0,38 ponto percentual (p.p.), veio dos transportes, cuja queda de 1,90% foi menos intensa que a de abril (-2,66%). Outros destaques foram Vestuário e Habitação, que recuaram 0,58% e 0,25% respectivamente.
No lado das altas, o valor de venda dos artigos de residência subiu 0,58% ante o recuo do mês anterior (-1,37%). Alimentação e bebidas (0,24%) desacelerou em relação a abril (1,79%). Os demais ficaram entre a queda de 0,10% em saúde e cuidados pessoais e a alta de 0,24% em comunicação.
Assim como em abril, o resultado do grupo transportes (-1,90%) foi influenciado pela variação nos preços dos combustíveis (-4,56%). O maior impacto sobre o índice do mês foi negativo (-0,20%) e veio, novamente, da gasolina (-4,35%), cuja queda foi menos intensa que a registrada em abril (-9,31%).
O etanol seguiu o mesmo movimento, com variação de -5,96% em maio frente aos -13,51% de abril, enquanto o óleo diesel (-6,44%) apresentou resultado próximo ao do mês passado (-6,09%), com impacto de -0,01%.
Belo Horizonte foi a região que registrou a maior queda de preços
Belo Horizonte foi a região que registrou a maior queda de preços Crédito: Divulgação IBGE

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