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Pandemia tira emprego de 139 mil trabalhadores no ES

Desemprego atinge pior taxa desde o segundo trimestre de 2018. Segundo dados do IBGE, 335 mil pessoas estão desocupadas ou trabalham horas insuficientes no Estado

Publicado em 28/08/2020 às 11h33
Atualizado em 28/08/2020 às 17h08
Vitória - ES - Aplicativo Carteira de Trabalho
Carteira de Trabalho digital: número de emprego formal caiu no Estado. Crédito: Vitor Jubini

O mercado de trabalho tem sofrido com os efeitos da pandemia do novo coronavírus tanto no mercado formal e informal. A crise tirou  139 mil pessoas do grupo de ocupadas, no segundo trimestre deste ano, no Espírito Santo, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados revelam ainda que o Estado tinha no período 335 mil pessoas em situação de desemprego. São profissionais que procuraram trabalho, mas não conseguiram ou estavam subocupados, atuando horas insuficientes para garantir uma renda.

Segundo a Pnad, nesse grupo, 247 mil pessoas estavam efetivamente desempregadas, o número é 3,8% maior que o resultado do primeiro trimestre (238 mil).

Diante desse quadro, a taxa de desocupação no Estado, que estava em 11,1% no primeiro trimestre deste ano, saltou para 12,3%, a mais alta desde o segundo trimestre de 2018.

Além dos desempregados, foram contabilizadas 88 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas, isto é, que estavam trabalhando menos do que poderiam, e gostariam de trabalhar mais.

REFLEXO NO MERCADO FORMAL

Os dados da Pnad revelam ainda que o número de pessoas que, nesse período, foram remuneradas por pelo menos uma hora de trabalho completa, passou de 1,898 milhão no primeiro trimestre deste ano, para 1,759 entre abril e junho. Ou seja, foram 139 mil postos de trabalho fechados no período da pandemia.

A quantidade de profissionais que atuavam de carteira assinada passou de 660 mil no trimestre anterior para 615 mil entre abril e junho, ou sejam 45 mil pessoas a menos no mercado formal privado.

O desemprego também foi sentido até para as empregadas domésticas, com queda de 27 mil no número de pessoas ocupadas na atividade tanto no mercado formal quanto no setor informal. Eram 117 mil no primeiro trimestre e 90 mil entre abril e junho deste ano.

O setor foi muito impactado pelas medidas de enfrentamento à pandemia. Devido ao confinamento necessário para evitar o avanço da doença, muitas famílias afastaram as domésticas ou demitiram e dispensaram os serviços prestados por diaristas.

TRABALHADORES POR CONTA PRÓPRIA

Os números apontam para um impacto muito grande na vida dos trabalhadores conta própria. O número de pessoas nesse mercado passou de 486 mil para 452 mil, ou seja, caiu 34 mil no trimestre, provavelmente por causa das medidas de isolamento no combate à Covid-19 que dificultaram as atividades econômicas nas ruas do Estado. 

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