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O que leva uma empresa tradicional a apostar em inovação?

Rede Gazeta caminha para os 94 anos, e inaugura na próxima semana o Fonte, um espaço para novas conexões

Tempo de leitura: 3min
Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 17/06/2022 às 18h03

Das leis da física às orientações médicas, “ficar parado” não costuma ser sinônimo de saúde ou avanço. O mesmo vale para empresas e negócios, onde acompanhar as transformações tecnológicas, tendências de comportamento e adaptar-se a elas deixa de ser um diferencial para se tornar uma necessidade. Nesse sentido, têm se tornado cada vez mais comum o surgimento de hubs - termo que define espaços de conexão em rede, aproximando empreendedores, empresas e startups em busca de novas soluções.

Neste caminho, a Rede Gazeta inaugura, no próximo dia 21, o seu próprio hub: o Fonte. O espaço terá, como um de seus diferenciais, a vocação audiovisual que guia o grupo, que em setembro próximo celebra 94 anos de fundação. O desafio dessa trilha de inovação pode ser ainda maior para empresas com mais tempo e história de funcionamento, aquelas que não são “nativas digitais”, como é o caso da Rede Gazeta. Mas para o diretor de Inovação e Novos Negócios do grupo, Eduardo Lindenberg, um ponto primordial a ser considerado é o período oportuno em que os esforços nesse sentido devem ser feitos.

“Obviamente envolve inovação, mas especialmente inovação no momento certo. Estamos bastante confiantes de que está na hora de uma terceira ou quarta onda de uma virada de inovação na Rede Gazeta, pra garantir mais 90 anos, mais 100 anos de existência. Está claro no clima da empresa hoje de que mesmo tendo muitas iniciativas – ainda que envolvam pequenos erros, mas que trazem aprendizados –, corremos um risco muito menor do que não fazer nada. Sem dúvida a inação é o maior risco que podemos correr e é muito mais barato aprender errando do que ficar parado esperando o mercado se movimentar”, destaca ele.

Equipe de Inovação e Novos Negócios da Rede Gazeta no Fonte hub
Da esquerda para a direita: Dudu Lindenberg, diretor de Inovação e Novos Negócios da Rede Gazeta; Felipe Cardozo, intraempreendedor; e Leticia Lima, gerente de Inovação. Crédito: Caroline Mauri

Por outro lado, com os anos de funcionamento, empresas tradicionais também podem ter acumulado mais experiência em se transformar e se ajustar ao mercado, como o de comunicação, que no último século encarou as chegadas de rádio, televisão e internet. Há menos de três anos, por exemplo, a Rede Gazeta aposentou o jornal impresso, que foi justamente o que deu origem a todos os negócios. Agora, se prepara para usar a expertise que tem na área no seu novo hub de inovação.

"A Rede Gazeta sempre foi uma empresa inovadora em seu mercado, mas esse processo era mais centralizado, top-down, compatível com aquele momento. Hoje já somos mais ágeis, porém estamos numa jornada de transformação estruturando nosso modelo de inovação, buscando uma atuação colaborativa, formando grupos multidisciplinares para testar novas metodologias e explorar territórios de oportunidade. Buscamos ter uma atuação cada vez mais ativa no ecossistema, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do Estado. O Fonte vem como um dos instrumentos para isso”, explica a gerente de Inovação da Rede Gazeta, Letícia Lima.

As iniciativas fazem parte do Programa Reinventa, o programa de inovação da empresa, resultado de mais de um ano de esforços com a consultoria da Inventta. Uma das frentes aliás, que está atualmente nas mãos do intraempreendedor da Rede Gazeta, Felipe Cardozo, é focada na expansão da atuação em novos negócios, até mesmo além do já conhecido mercado de comunicação. Mas uma coisa ele já adianta: tais mudanças não atingem a essência da empresa.

“A Rede Gazeta só passou dos 93 anos por conseguir se adaptar, buscar novas tecnologias e, de várias formas, inovar. Mas o mais importante é que sempre fez isso tendo como base seu propósito. O desafio agora é trazer novos componentes de processos e mentalidade empreendedora para nos manter à frente de um movimento cada vez mais rápido, porém não é apenas sobre buscar novos produtos ou serviços mais lucrativos. É sim sobre renovar de forma sustentável os negócios da empresa, mas sempre a serviço do nosso propósito: de apoiar o desenvolvimento do Espírito Santo e do cidadão capixaba”, conclui Felipe.

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