O mercado financeiro, assim como diversos setores da economia, está passando por uma revolução. A tecnologia está transformando os produtos e obrigando as instituições tradicionais, como os bancos, a reformular sua forma de atuação. O setor tem sido bem impactado pelo avanço das fintechs - startups que trabalham em inovação de serviços do sistema financeiro. Dentre algumas das consequências visíveis estão os fechamentos de agências bancárias e demissões de funcionários em todo o país.
Para Marcelo Flora, sócio responsável pelo banco BTG Pactual digital, a atuação das fintechs proporcionada pela revolução tecnológica está intimamente ligada à crescente prestação de serviços financeiros, que proporcionou uma escolha mais ampla de serviços e um melhor acesso para diferentes grupos socioeconômicos. Essa mudança é chamada de financial deepening.
“Estamos vivendo hoje um ambiente de forte inovação. Com crescimento e aparecimento de cada vez mais fintechs que, por focarem em um único problema do cliente, crescem muito. Hoje, com celular, não temos problema de ter vários aplicativos desde que eles resolvam as nossas situações”, explicou.
Segundo ele, com mais e mais soluções financeiras na palma da mão, outras maneiras de investir ganharão força no Brasil nos próximos anos. “No Brasil, mais de 90% da sociedade investe em renda fixa. Quando olhamos para o mercado americano, mais de 80% do investimento da família são em renda variável. Vamos começar a trilhar esse caminho que já foi trilhado em outros locais.”
Flora estará nesta sexta-feira (1º) no Fórum Liberdade e Democracia em Vitória. Ele falará sobre a evolução do mercado financeiro com a economista Ana Paula Vescovi e com Anderson Chamon, sócio da PicPay. O evento começa nesta quinta-feira (31) e acontecerá no Centro de Convenções da Capital.