A inflação na Grande Vitória ficou em 0,05% no mês de março, segundo a Pesquisa Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da estabilidade, o morador da Região Metropolitana sentiu o avanço dos gastos com artigos de residência e habitação, com altas de 0,48% e 0,40% respectivamente. Um dos itens com maior avanço, por exemplo, foi o botijão de gás, com aumento de 1,99%.
As despesas com combustíveis para automóveis tiveram crescimento de 1,99% e os planos de saúde 0,74%. A alimentação fora do domicílio, por sua vez, ficou 0,5% mais cara, enquanto a energia elétrica subiu 0,42% em média.
A queda nas despesas gerais com transportes (-0,59%) contribuiu para que a inflação tive uma leve alta. O preço das passagens aéreas teve o maior recuo (-16,78%). Contrabalanceando esse resultado, porém, as despesas com combustíveis subiram 1,99% e os gastos com plano de saúde aumentaram em 0,74%. A alimentação fora do domicílio, por sua vez, ficou 0,5% mais cara, enquanto a energia elétrica subiu 0,42% em média.
Durante o primeiro trimestre, a inflação ficou em 1,13%, abaixo da média nacional (1,42%). – o mesmo cenário se repete em outras bases de comparação.
Inflação fica estável na Grande Vitória, mas custo de moradia está em alta
Todas as nove áreas analisadas tiveram pequenas oscilações, sendo que duas apresentaram variação negativa no mês passado: transportes (-0,59%) e comunicação (-0,05%). Os gastos com educação não apresentaram variações.
Já as despesas pessoais subiram 0,34%. Os gastos com alimentação e bebidas (0,24%) e saúde e cuidados pessoais (0,17%) também tiveram variação positiva nesse período.
Em 12 meses, o acúmulo inflacionário na Grande Vitória chegou a 3,49%.
Inflação no país
No Brasil, o IPCA de março foi de 0,16%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis tiveram alta no mês passado, sendo que a maior variação (0,53%) e o maior impacto (0,11%.) vieram de alimentação e bebidas.
Na sequência, veio o grupo saúde e cuidados pessoais (0,43% e 0,06%). No campo negativo, destaca-se a queda de transportes (-0,33% e -0,07%). Os demais grupos ficaram entre o -0,13% de comunicação e o 0,33% de despesas pessoais.
Nos índices regionais, somente Porto Alegre (-0,13%) registrou recuo de preços, por conta da queda nos preços da batata-inglesa (-18,42%) e da gasolina (-2,41%). Já a maior variação ocorreu em São Luís (0,81%), influenciada pela alta do tomate (23,51%).
No primeiro trimestre, o acúmulo inflacionário brasileiro foi de 1,42% e, nos últimos 12 meses, de 3,93%.