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Hotéis do ES ensaiam recuperação após sentirem impacto da pandemia

No auge da pandemia, hotéis fecharam as portas e postos de emprego deixaram de existir. Agora, gradualmente, o setor volta a ter demanda

Rede Gazeta
Publicado em 06/11/2020 às 15h33
Rede hoteleira afetada pela pandemia do coronavírus
Hotel fechado na Praia do Canto colocou estrutura de aço para proteger o imóvel. Crédito: Vitor Jubini

Após meses com baixa procura, os hotéis e pousadas capixabas estão, gradualmente, voltando a receber hóspedes. De acordo com o Sindicato de Hotéis e Meios de Hospedagem do Estado do Espírito Santo (Sindihotéis), apenas uma hospedagem continua sem atividade na Grande Vitória. No auge da pandemia, metade fechou as portas temporariamente.

Os dados do Boletim Economia do Turismo no Espírito Santo, divulgados na última quarta-feira (21), apontam que, por causa da pandemia, o setor turístico encolheu em 60%. No entanto, Antonio Ricardo Freislebem, coordenador de Estudos Econômicos do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), afirma que, “gradualmente, está acontecendo a recuperação da economia do turismo”.

A taxa de ocupação hoteleira dá indícios dessa recuperação. No mês de setembro, os hotéis de Vila Velha e Vitória tinham uma média superior a 40% de ocupação. Em abril, a taxa na Capital havia sido de apenas 15,6% ao passo que, em Vila Velha, não passou de 13%.

Flávio Matias, diretor financeiro do Sindihotéis, acredita que as modalidades de turismo hospitalar, religioso e de lazer já estão se recuperando. Além disso, a expectativa é de melhora. “Com o dólar alto, o nosso mercado interno vai ficar muito mais aquecido. Então, vão chegar as férias e as pessoas que têm a tendência de viajar, se elas não viajarem para fora do país, vão viajar para dentro do país”, avalia.

A preocupação, no entanto, fica por parte do turismo de negócios. Com as videoconferências substituindo os encontros presenciais, é possível que os hotéis percam parte da sua demanda. Segundo o diretor, “se isso acontecer, como alguns especuladores estão entendendo que aconteça, a economia vai sofrer um baque muito grande”.

A recuperação de pousadas e hotéis pode significar a reabertura de postos de trabalho que, anteriormente, foram fechados por conta da pandemia. Desde o início do ano, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), serviços de acomodação demitiram mais de mil trabalhadores formais.

Segundo o IBGE, no 2º trimestre de 2020, 7,6% dos trabalhadores do Espírito Santo estavam ocupados em atividades ligadas ao turismo. O dado revela como, ao longo dos anos, a participação desse setor no mercado de trabalho está caindo. Em 2015, 8,4% dos postos de trabalho eram nessa área.

Para que a recuperação continue, é necessário impedir uma possível segunda onda do coronavírus no Estado. Pablo Lira, diretor de Integração e Projetos Especiais do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), confia que ela não ocorrerá. De acordo com ele, a taxa de transmissão do vírus no Espírito Santo está baixa, porém, “é necessário continuar seguindo os protocolos de proteção das Secretarias de Saúde e de Turismo para reduzi-la ainda mais”.

*Daniel Reis é aluno do 23° Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob supervisão da editora de Economia Mikaella Campos.

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