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Coronavírus muda perfil dos principais parceiros comerciais do ES

Países Baixos, Malásia e Canadá entraram na lista dos maiores compradores de produtos feitos no Espírito Santo.  Itália, Bélgica e Alemanha deixaram ranking

Publicado em 24/04/2020 às 08h06
Atualizado em 24/04/2020 às 08h06
Navio chega ao Porto de Vitória
Navio carregado com produtos chega ao Porto de Vitória. Crédito: Vitor Jubini

A difusão do coronavírus ao redor do mundo tem provocado diversas mudanças na sociedade e na economia. No Espírito Santo, uma das mudanças provocadas pela Covid-19 tem relação com as exportações capixabas, alterando o ranking dos principais compradores de produtos feitos no Estado.

De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), os 10 países que mais compraram produtos capixabas em 2020 foram Estados Unidos, Países Baixos (Holanda), China, Malásia, Egito, Turquia, Canadá, Argentina, Índia e Japão. Já em 2019, a lista era composta por Estados Unidos, Índia, China, Egito, Japão, Argentina, Alemanha. Turquia, Bélgica e Itália.

A mudança no ranking vem acompanhada de uma queda no valor das vendas: em 2019, foi vendido no primeiro trimestre US$ 1,9 bilhão; em 2020, US$ 1,4 bilhão – uma diferença de US$ 500 milhões e equivalente a 23% do total.

Para o presidente do Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Estado do Espírito Santo (Sindiex), Marcílio Machado, as mudanças podem se intensificar ainda mais no segundo trimestre.

“Até que as exportações se concretizem é preciso algum tempo – é preciso analisar a carta de crédito da empresa, encontrar uma transportadora, e isso leva tempo. Então, é possível que no segundo trimestre a gente veja uma queda ainda maior nas exportações por causa do coronavírus”, comenta.

SOLUÇÃO PARA EMPRESAS É BUSCAR NOVOS MERCADOS

Se a exportação para os países mais tradicionais tem apresentado queda, a solução, segundo Machado, é que as empresas procurem novos mercados consumidores.

“Se tem algo que essa crise tem mostrado é que nem todos os segmentos do mercado caem ao mesmo tempo. A gente viu que a venda de celulose cresceu, do minério para a China também cresceu, que as vendas para a Malásia cresceram. Então, existe mercado consumidor, só que as empresas têm que procurar por esses mercados”, avalia.

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